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Dez funcionários de Murdoch trabalham para Scotland Yard, diz chefe da polícia
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O chefe demissionário da Polícia Metropolitana de Londres, Paul Stephenson, afirmou nesta terça-feira em depoimento ao Parlamento britânico que ao menos dez funcionários do conglomerado de mídia News Corporation, do magnata Rupert Murdoch, trabalham para a organização.
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Stephenson renunciou no domingo (17) por seus laços com o ex-editor do tabloide "News of the World" Neil Wallis, em meio a especulações de que a chefia da Scotland Yard teria trabalhado para evitar uma investigação a fundo do escândalo de grampos envolvendo a publicação, que começou em 2006.
Ele afirmou que dez dos 45 funcionários de imprensa que trabalham para a Scotland Yard são do conglomerado. Entre eles está Wallis, que foi contratado por Stephenson para ser consultor de relações públicas da polícia por um ano, até setembro de 2010.
| PA/Associated Press | ||
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| Chefe de polícia, Paul Stephenson, dá depoimento ao Comitê do Interior do Parlamento britânico |
Wallis trabalhou como editor adjunto do tabloide em 2003 junto com o ex-diretor Andy Coulson antes de ser nomeado diretor executivo em 2007.
No domingo, a imprensa britânica informou que Stephenson teria passado algumas semanas em um spa de luxo, com as despesas pagas por Wallis, que era assessor de imprensa do local. A polícia diz que a fatura foi paga pelo gerente do hotel, mas não explica por que o policial recebeu o presente.
Há ainda a suspeita de que o tabloide pagaria propina à polícia por informações e para que ela não se esforçasse para investigar as denúncias de escutas telefônicas ilegais.
Ele negou qualquer laço inapropriado com Wallis e negou também saber que o jornal grampeava milhares de celebridades, políticos, funcionários da família real e até, segundo denúncias mais recentes, familiares de soldados mortos em guerra e vítimas de crime.
"Por que não informei ao primeiro-ministro antes que o nome de Wallis esteve vinculado com as escutas telefônicas: Não tinha razão alguma para relacionar Wallis com as escutas telefônicas. Não tinha razão para duvidar que havia algo inapropriado", disse Stephenson, argumentando que Wallis trabalhava apenas meio-período para a Scotland Yard.
POLÊMICA
Stephenson aproveitou ainda a audiência para esfriar a polêmica criada com o primeiro-ministro David Cameron.
Em seu anúncio de renúncia, o policial também justificou o fato de não ter informado a Cameron a respeito da contratação de Wallis.
"Uma vez que Wallis apareceu associado às escutas telefônicas, eu não queria comprometer o primeiro-ministro revelando suspeita sobre alguém que era claramente próximo a [Andy] Coulson."
Coulson foi editor do "NoW" e assessor de imprensa de Cameron, cargo ao qual renunciou quando os escândalos ressurgiram.
Ele comparou ainda a contratação de Wallis e a de Coulson, falando que a do primeiro era um caso "menor".
Stephenson, que permanece no cargo até um substituto ser escolhido, declarou ao Comitê de Interior da Câmara dos Comuns que "não estava golpeando o primeiro-ministro".
"Eu não posso controlar a forma pela qual os meios de comunicação interpretam as coisas. Eu digo aqui e agora que não foi um ataque pessoas ao primeiro-ministro", disse.
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