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Brasileira testemunhou explosão de carro-bomba na Noruega
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LUISA BELCHIOR
EM OSLO
De férias em Oslo com o filho, a empresária gaúcha Carla Albertuni, 41, estava a 200 metros do escritório do primeiro-ministro norueguês na última sexta-feira no momento em que um carro-bomba explodiu em frente ao prédio.
A força da explosão quebrou todos os vidros das lojas próximas e levantou uma nuvem de poeira em todo o centro de Oslo, segundo relatou a empresária à Folha.
"Foi questão de segundos. Primeiro senti um tremor no corpo com uma força absurda. Acho que só depois ouvi o barulho da explosão. Deu muito medo, porque, além de ser uma coisa traumática, na hora ninguém sabe se vai acontecer de novo", disse Carla, que no momento da explosão estava dentro de uma loja. Seu filho, Bruno Campello, 17, a esperava do lado de fora. Nenhum dos dois sofreu ferimentos.
Ao se reencontrarem, os dois queriam correr, mas receberam instruções de esperar por uma hora dentro de uma loja, enquanto a polícia buscava por outras bombas.
"Ninguém correu. Ficou todo mundo calado, parado. Nada de pânico. Acho que ninguém tinha ideia do que havia acontecido. Mas logo depois muita gente saiu para a rua falando no celular", relatou Carla, que contou ainda ter dificuldades para dormir por causa do impacto do estrondo.
A empresária e o filho não souberam do número de mortos -- 93 até a noite de domingo -- até o dia seguinte. No local da explosão, disseram que não se via muitos feridos graves, apesar do cenário de destruição. "A cidade de repente ficou muito vazia, tudo fechou".
Ironicamente, a empresária, que vive em São Paulo, foi passar férias na Noruega a pedido do filho, que escolheu o país por ser um lugar "tranquilo". "Queria um lugar mais tranquilo, que não fosse tão disputado por turistas como outras cidades da Europa. Nunca imaginaria que haveria um atentado aqui e justo no dia em que estávamos na cidade", disse o estudante.
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