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Médicos são condenados no Bahrein por participação em protestos
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Um grupo de 13 médicos e enfermeiros que trataram manifestantes durante os protestos contra o governo do Bahrein, em março, foi condenado a 15 anos de prisão por crimes contra o Estado. Outros sete médicos receberam penas de cinco a dez anos, pelo um tribunal especial criado durante o estado de emergência decretado no país em resposta às manifestações antirregime.
Grupos de direitos humanos criticaram a condenação dos médicos, uma vez que a corte em que foram julgados incluía juízes e promotores militares, apesar de os acusados serem civis.
A maioria dos profissionais de saúde condenados trabalhavam no Centro Médico Salmaniya, na capital Manama, que foi reprimida pelas forças de segurança do país para conter os protestos antigovernamentais nas proximidades da praça Pearl, foco dos confrontos com a polícia.
Os médicos foram condenados por possuir armas não licenciadas (AK-47), incitar a derrubada do regime, apreender utensílios médicos, deter policiais, divulgar notícias falsas, incitar o ódio ao regime destruir propriedades públicas, entre outras acusações, segundo informou a agência de notícias do país.
Mubarak al Khalifa, autoridade dos serviços de informação do país, disse em entrevista à TV árabe Al Jazeera que os profissionais da saúde "não estavam praticando a profissão da maneira como todos os médicos e enfermeiros deveriam".
Os médicos, entretanto, negaram repetidas vezes as acusações, que segundo eles foram inventadas pelas autoridades para punir a equipe médica de participou dos protestos conta o governo.
"Essas sentenças cruéis representam uma violação da lei e são um ataque à profissão médica", disse a filha de um dos acusados, que pediu que as organizações médicas internacionais tomem alguma atitude em condenação às condenações.
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