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Há recursos até novembro e problemas com deficit, diz ministro grego
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DA EFE, EM ATENAS
O ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, afirmou nesta terça-feira que a Grécia tem recursos até meados de novembro para cobrir suas obrigações, mas pode ter dificuldades em cumprir com seus novos objetivos de redução do deficit.
"Podemos ter problema para alcançar o objetivo de fechar o deficit de 8,5% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Está em nossas mãos, do Estado e dos cidadãos alcançarmos esse objetivo", afirmou.
Venizelos declarou em entrevista que a Grécia não tem "nenhum problema (de liquidez) até metade de novembro", após retornar de uma reunião do Eurogrupo em Luxemburgo na qual foi adiada a decisão de liberar o sexto lance de ajuda externa de 8 bilhões de euros.
Apesar das dificuldades, o também vice-primeiro-ministro ressaltou que a "Grécia é e continuará sendo sempre um membro da zona do euro" e que não ocorreu "nenhuma conversa sobre uma moratória".
O governo grego reconheceu no domingo na minuta de seus orçamentos de 2012 que não cumpriria com o objetivo de reduzir o deficit neste ano em 7,6% de 10,5% em 2010 e fixou a nova meta em 8,5%, número que nesta terça-feira avaliou de difícil cumprimento.
Continua a espera pelos países do grupo do euro para ratificar no Parlamento a reforma do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que reforça a ajuda aos países com problemas de dívida, afirmou.
Venizelos descartou que o governo e a missão formada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e Comissão Europeia estudem aplicar novas medidas de austeridade. Ressaltou que "não é suficiente aprová-las", mas devem ser "capaz de aplicá-las", o que depende do Estado e da vontade do "povo grego".
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