Publicidade
Publicidade
Crimes da década de 80 ainda não foram julgados no PA, diz TJ
Publicidade
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
A Justiça do Pará acumula 53 processos de crimes por conflitos de terra com mais de cinco anos de tramitação e que ainda não tiveram julgamento. Desses, cinco ainda são da década de 1980.
O Pará é o Estado com maior número de mortes no campo. Só nos dois últimos anos, segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), foram 26 assassinatos.
A principal dificuldade para o andamento processual era encontrar os réus, que não podiam ser julgados à revelia. Com a mudança nesse ponto da legislação em 2008, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) passou a cobrar agilidade na solução dos casos.
Os números do Judiciário foram apresentados pelo Tribunal de Justiça do Pará.
O órgão lançou um mutirão, em parceria com o CNJ, para agilizar o julgamento das ações penais de conflitos fundiários.
Foram listados 71 processos cuja tramitação foi considerada prioritária. A maioria (27) teve início na década de 1990. Outros 21 processos começaram entre 2000 e 2005; 18, entre 2006 e 2011; e cinco, na década de 1980.
O tribunal quer identificar as causas da demora. "Produzir provas em um processo com esse grau de conflituosidade é complicado. É difícil identificar o mandante e localizar testemunhas", disse o corregedor do TJ-PA, Milton Nobre.
Com o mutirão, os juízes terão que dar prioridade ao andamento desses processos e prestar informações à corregedoria do tribunal.
O cronograma prevê que em dezembro comecem a ser proferidas as sentenças.
A iniciativa começou simbolicamente com o julgamento, na semana passada, de uma chacina contra nove agricultores ocorrida em 1985, no município de São João do Araguaia (sudeste do Pará, a 725 km de Belém).
Os réus Valdir Pereira de Araújo e Raimundo Nonato de Souza foram condenados a 199 anos de prisão. Eles, porém, foram julgados sem estarem presentes. Encontram-se foragidos.
Para o CNJ, os julgamentos são importantes para desestimular novos delitos. "O Brasil fica com a imagem de que os crimes na Amazônia vão acontecendo e não há resposta do Estado", afirmou Marcelo Berthe, juiz auxiliar da presidência do CNJ.
+ Canais
+ Notícias em Poder
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Relembre Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Marqueteiro revela bastidores das relações entre política e mídia
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Ala do PSB resiste a Haddad e ameaça vaiar petista em evento
+ Comentadas
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV