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Coordenador de Dilma diz que Serra caminha para "fim melancólico" da carreira política
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MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
Coordenador do programa de governo da presidenciável Dilma Rousseff (PT) e assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia afirmou nesta quarta-feira que o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, caminha para o "fim melancólico" de sua carreira.
Ao rebater as críticas de Serra à política externa do governo Lula, o petista disse, em entrevista à TV do PT, que a postura de Serra causa "constrangimento".
"Eu fico constrangido de ver uma pessoa que teve um passado de esquerda como o José Serra ter corrido tanto em direção à direita, aquela direita mais raivosa, mais atrasada, me parece. Me parece um final melancólico da sua carreira política, porque eu acho que a sua carreira política terminará no dia 3 de outubro", disse.
Segundo Garcia, a avaliação de Serra de que o Brasil faz "filantropia" com países vizinhos é "complexo de vira-latas".
"Eu acho que as críticas que tem sido feitas pelo Serra e por sua equipe à política externa revelam aquilo que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-latas. Nos acostumamos a ser um país acanhado, submisso que ficava olhando o que os grandes faziam para seguir atrás e, no momento que ganhamos credibilidade, que começamos a fazer carreira solo, ainda que associados com outros aliados, isso deixou muito nervoso um certo setor que não estava acostumado com essa visibilidade e presença do Brasil no mundo. Não somos mais só um país do samba", disse.
Na segunda-feira, para uma plateia de empresários, Serra afirmou que o governo Lula privilegiava países vizinhos e dava menor atenção aos problemas do Nordeste. O tucano citou diretamente o acordo com o Paraguai para aumentar a remuneração do vizinho na comercialização de energia da hidrelétrica de Itaipu.
"Estamos fazendo, sem dúvida, filantropia com o Paraguai, a Bolívia. Só me pergunto por que não em Sergipe, no Piauí, no Maranhão? Tem muitos lugares para se fazer coisas", disse.
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