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Lula diz que novo ministro da Saúde terá que negociar recursos com Congresso
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SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA
Mais uma vez palpitando no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que quem assumir o ministério da Saúde terá a tarefa de negociar com deputados e senadores a aprovação de mais recursos para a saúde. Lula afirmou que, se não houver mais dinheiro para a área, ela se tornará ingovernável.
"Independentemente de quem venha a ser o ministro da Saúde, sabe que tem a tarefa imensa para organizar deputados e senadores para organizar recursos para a saúde", disse, em discurso no Hospital Sarah.
Lula voltou a criticar o fim da CPMF, chamando a atitude do Congresso de "insanidade" e que a explicação para ter acabado com o imposto foi "ódio, rancor e maldade."
Há duas semanas, o presidente disse que a prioridade do governo Dilma será aprovar o projeto de regulação da mídia.
Presente na cerimônia, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez elogios a Lula que, em visita ao Maranhão, na semana passada, defendeu a oligarquia formada pelo senador no Estado.
"Lula da Silva fez um dos maiores governos do Brasil contemporâneo. Mudou a face do Brasil, olhou para o povo brasileiro, tirou mais de 30 milhões da miséria, atendeu a todas as classes. É um dos maiores brasileiros de todos os tempos", discursou Sarney.
Lula ganhou o título de consultor honorário da rede hospitalar Sarah, especializada em reabilitação.
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