Aquário de São Paulo tem coala, cangurus, vombate e equidnas australianos

Espécies nativas da Austrália podem ser visitadas em SP; mais de 1 bilhão de bichos foram mortos com incêndios

São Paulo

Mais de 1 bilhão de animais foram mortos por causa dos incêndios na Austrália, segundo o professor Chris Dickman, da Universidade de Sydney. Só em Nova Gales do Sul, o estado mais afetado pelo fogo, mais de 800 milhões de bichos morreram diretamente afetados pelas chamas ou por causa da fumaça e da perda de seu habitat.

Muitos desses animais não existem naturalmente em nenhum outro continente. A Austrália tem uma diversidade muito rica e impressionante de mamíferos, com mais de 300 espécies nativas.

Especialistas disseram que milhares de cangurus e coalas morreram nos incêndios que já devastou um terço da ilha Kangaroo, na costa oeste ao sul do país. 

Na capital paulista, é possível ver de perto alguns bichos que são símbolo da Austrália. Eles vivem no Aquário de São Paulo, no bairro do Ipiranga (rua Huet Bacelar, 407, Ipiranga, tel. 11 2273-5500). 

Coala (Phascolarctos cinereu)

A coala Princesa Julie chegou ao Aquário de São Paulo há cinco anos, transferida do Zoológico Darling Downs, no leste da Austrália. Uma tratadora acompanhou a vinda de Julie para o Brasil para repassar os detalhes de manejo do animal e garantir a manutenção do bem-estar do bicho.

Distribuição geográfica: habitam o leste e sudeste australiano. Foram introduzidos também em algumas ilhas a leste da Austrália.

Status de conservação: ameaçado (vulnerável).  As principais ameaças são a destruição e a fragmentação de seu habitat, queimadas, doenças. Com a perda de habitat e a maior proximidade com os seres humanos, os coalas tornaram-se vulneráveis à predação por cachorros e a acidentes com veículos

Alimentação: folhas de eucaliptos

Longevidade: 20 anos

Tamanho: 85 cm e 12 kg

Cangurus (Macropus rufus)

Os cangurus vermelhos que vivem no Aquário de São Paulo vieram de um Zoológico no Texas. Esses bichos vivem em grupos de aproximadamente dez animais.

Distribuição geográfica: região central da Austrália 

Status de conservação: pouco preocupante 

Alimentação: em ambiente natural se alimentam de folhas, incluindo gramíneas. No Aquário de São Paulo se alimentam de folhas, legumes e algumas frutas.

Longevidade: 22 anos

Tamanho: 1,60 m de altura e 90 kg

Vombates (Vombatus ursinus)

O vombate que hoje vive no Aquário de São Paulo veio de um Zoológico da Tasmânia e é chamado de King. Os bichos são noturnos e passam até 16 horas por dia na toca. A maior parte deste tempo é gasto descansando para economizar água e energia. Os vombates costumam ser solitários, mas ocasionalmente podem ser encontrados compartilhando a mesma toca. Seu cocô cúbico já foi objeto de pesquisa.

Distribuição geográfica: sudeste da Austrália

Status de conservação: pouco preocupante 

Alimentação: o animal se alimenta principalmente de folhas, mas também de arbustos, cascas, fungos e raízes. No Aquário de São Paulo, consomem principalmente folhas, legumes e cereais.

Longevidade: 30 anos

Tamanho: 1,10 m de altura e 36 kg

Equidna-de-bico-curto (Tachyglossus aculeatus)

As equidnas Edna e Hud foram transferidas do Zoológico de Nova Guiné. O animal é um dos três mamíferos que botam ovos no mundo, juntamente com outra espécie de equidna e com o ornitorrinco. São animais solitários, escavadores e noturnos, e se relacionam muito com o ambiente através de odores.

Distribuição geográfica: é encontrada na Austrália, na Tasmânia e na Nova Guiné.

Status de conservação: pouco preocupante 

Alimentação: em ambiente natural comem principalmente formigas e cupins, mas também invertebrados como minhocas, besouros e larvas de mariposa. No Aquário de São Paulo recebem uma papinha especialmente produzida para elas.

Longevidade: 50 anos

Tamanho: 45 cm de altura e 7 kg

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