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Veja relatos de mães sobre enviar ou não crianças para o colégio na reabertura escolar

Durante processo de decisão, crianças têm opinião ouvida, mas condições de saúde são consideradas

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Luciana Alvarez
São Paulo

Ainda sem data certa para voltar a receber alunos, muitas escolas de São Paulo têm passado por transformações em sua estrutura física e preparado novas rotinas para minimizar o risco de contágio pelo coronavírus.

Mas, mesmo que durante a preparação alguns colégios tenham buscado parcerias com hospitais para implementar protocolos sanitários eficientes, não existe ambiente que esteja completamente livre de contaminação, dizem especialistas.


​Esse cenário precisa ser levado em consideração pelos pais, assim como o estado emocional da criança.

Veja abaixo depoimentos de uma mãe que pretende que o filho participe da reabertura do ensino, quando for possível, e de outra que decidiu que as filhas não devem voltar às aulas neste ano.

*

"Meu filho precisa voltar para o colégio"

A volta às aulas presenciais me assusta. Não gostaria de mandar nenhum dos dois, mas sinto que, emocionalmente, o João precisa dessa volta. Mesmo que seja uma vez por semana.

O João sempre foi bom aluno, mas bagunceiro, e está sentindo falta da convivência com os amigos. No online, não tem como fazer uma brincadeira: é só sentar e estudar. A professora reparou que está difícil e nos chamou para conversar. Ela foi acolhedora, disse que ele pode deixar para fazer as tarefas outra hora.

Aí recebi uma pesquisa da escola perguntando se tínhamos intenção de voltar ao presencial ainda neste ano e fui falar com os dois. Mal terminei a frase, o João disse que queria voltar. Já a Carolina está mais tranquila e deve permanecer nas aulas online.

Minha mãe me diz para não mandá-los à escola, falou que poderia vir do interior para ficar com eles, mas preciso pensar no emocional do meu filho. Sei que a escola está tomando os cuidados possíveis.

Thais Pacheco, 40, advogada, mãe de João, 10, e Carolina, 8, alunos do ensino fundamental do colégio Pentágono, na zona oeste de SP

"NÃO FAZ SENTIDO NOS ARRISCARMOS PARA ELAS FREQUENTAREM AS AULAS POR DOIS MESES"

Neste ano, minhas filhas não voltam para o colégio. Meus pais idosos estão morando comigo, e eu, que passei por um transplante de medula óssea há três anos, também sou do grupo de risco. Não faz sentido nos arriscarmos para elas irem à escola por dois meses.

Mesmo que elas percam o ano letivo, a saúde vale mais do que acelerar a educação. Aqui em casa, paramos de mandar as meninas para a aula uns dias antes de o colégio fechar.

Elas estranharam, mas explicamos e ficou tudo bem. Minha irmã mora no mesmo prédio que eu e tem uma filha em idade próxima. Para brincar, as três se bastam.

Além disso, elas estão se desenvolvendo nos estudos. A Marina, que está no 2º ano do ensino fundamental, é caxias e nunca me deu trabalho para fazer as lições. A mais nova está no infantil e gosta dos encontros online. Eu sou autônoma, já trabalhava em casa e escolhi reduzir minha carga de trabalho para dar mais atenção às duas.

Maria Carolina Fernandes da Fonseca, 41, coach, mãe da Marina, 8, e da Beatriz, 5, que estudam no colégio Notre Dame, na zona oeste de SP

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