Descrição de chapéu cachorro

Condenada por matar 37 cães e gatos com injeção é presa na zona sul de SP

Mulher estava foragida desde novembro de 2017 e foi reconhecida por gerente de banco

Policiais militares observam bichos mortos após operação na casa de Dalva, em janeiro de 2012
Policiais militares observam bichos mortos após operação na casa de Dalva, em janeiro de 2012 - Eduardo Anizelli - 13.jan.2012/Folhapress
Amanda Gomes
São Paulo

Uma mulher condenada a 17 anos de prisão pela morte de ao menos 37 animais foi presa na terça-feira (6), em uma agência bancária na avenida Jabaquara, na Saúde, zona sul de São Paulo. O gerente da agência a reconheceu e chamou a Polícia Militar.

Dalva Lina da Silva, 48, foi condenada por matar cachorros e gatos na casa dela, em janeiro de 2012, com injeções de sedativos.

Segundo a polícia, Dalva estava na agência e o gerente a reconheceu, pois tinha visto reportagens sobre o caso. Ele também sabia que ela era foragida. O gerente chamou a PM, que constatou que havia um mandado de prisão contra ela desde 10 de novembro do ano passado.

Dalva foi levada para o 89º DP (Portal do Morumbi) e será encaminhada para uma penitenciária feminina nos próximos dias.

Em junho de 2015, ela foi condenada a 12 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Entretanto, estava respondendo em liberdade. O Ministério Público recorreu e pediu aumento da pena. Em novembro de 2017, os desembargadores do Tribunal de Justiça aumentaram a pena dela para 17 anos e 6 meses em regime semiaberto. Porém, Dalva não foi encontrada e passou a ser considerada foragida.

Cerca de 30 gatos e cachorros são encontrados mortos dentro de sacos de lixo na zona sul
Cerca de 30 gatos e cachorros são encontrados mortos dentro de sacos de lixo na zona sul - Eduardo Anizelli - 13.jan.2012/Folhapress

O CASO

Em janeiro de 2012, um grupo de ativistas desconfiados com a rapidez com que Dalva adotava animais de estimação contratou um detetive particular, que flagrou a acusada entrando com os animais em sua casa, na Vila Mariana (zona sul) e, depois, descartando-os, mortos, dentro de sacos de lixo.

Na época e também durante o julgamento, ela disse que sacrificou alguns animais porque eles estavam em fase terminal. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a defesa dela.

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