Obra em viaduto que cedeu na marginal terminará só em maio e custará R$ 30 mi

Prefeitura concluiu que causa foi fadiga do concreto e defeitos ocultos invisíveis

Artur Rodrigues
São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (17) que a reforma do viaduto que cedeu na marginal Pinheiros vai custar cerca de R$ 30 milhões e vai durar até maio de 2019. 

A prefeitura concluiu que houve fadiga do concreto e defeitos ocultos invisíveis nas vistorias visuais.

O viaduto na marginal Pinheiros cedeu, na altura do parque Villa-Lobos (zona oeste), no dia 15 de novembro, causando interdições em parte da via. Com isso, o pico de congestionamentos na capital pela manhã subiu até 38%. No período da tarde, houve crescimentos menores e até queda em alguns dias.

A abertura da estrutura será feita apenas ao fim das obras. Segundo a prefeitura, após o acidente, um trecho de 20 km da marginal Pinheiros ficou interditado. A prefeitura, no entanto, fez aumento de espaços para transposições entre as pistas –agora, apenas 2,9 km permanecem interditados. 

Para mitigar o trânsito relacionado à interdição, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmou que reforçou uma equipe de agentes de trânsito e fez acordo com o Ceagesp para antecipar em três horas a abertura dos portões para os caminhões, entre outras medidas.

Covas afirmou que a prefeitura descartou a possibilidade de demolir e reconstruir o viaduto –a obra custaria cerca de R$ 70 milhões e até três anos. Já a reforma custará menos da metade e vai durar cinco meses. 

 “A escolha da remediação é mais barata, mais rápida e não há nenhum comprometimento do ponto de vista da segurança para o usuário”, disse o prefeito Covas.

A partir de agora, a empresa JZ, contratada emergencialmente, terá três focos: reformar dois pilares da estrutura, reparar a viga e o tabuleiro. 

Até o momento, segundo a prefeitura, foi feito o escoramento de 120 metros dos 200 metros totais da estrutura. Um pilar de alívio foi instalado. Depois, foram colocadas dez estacas e a base de concreto para a elevação da estrutura, processo que envolveu o uso de seis macacos hidráulicos.

De acordo com o secretário de Obras, Vitor Aly, não há uma causa única para o acidente.  “A causa não é única. É como um acidente aéreo. Depois que colocamos o viaduto no lugar, a gente percebeu que houve um encurtamento não simétrico do tabuleiro –num dos lados tem um encurtamento maior do que o outro, e o projeto inicial era que o tabuleiro se deformasse por igual”, afirmou.

A gestão Covas abriu edital para a realização de laudos profundos sobre a situação de 33 viadutos e pontes –31 empresas já se inscreveram no chamamento público. O custo previsto desta etapa é de R$ 11 milhões.

Depois, serão encomendados os laudos para as demais estruturas, gradualmente chegando aos 185 viadutos e pontes da cidade. 

A prefeitura também criou um grupo de gestão de manutenção de obras de arte. Entre as atribuições, estão também o cuidado com túneis e pontilhões.

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