Relembre outros casos recentes de ataques de atiradores pelo país

Incêndio criminoso em creche no interior de Minas Gerais também chocou o Brasil

São Paulo

Nesta terça (11), um ataque a tiros na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) deixou cinco mortos e feriu outros três. A principal suspeita é de que um grupo de pessoas foi atacado por um homem, ainda não identificado, que entrou na igreja e atirou contra os fiéis.

Segundo a PM, o autor se matou após o ataque —ele carregava uma pistola 9 mm e mais um revólver. Ainda não se sabe o que teria motivado o crime.

Abaixo, relembre outros casos recentes de ataques pelo país.

 

Campinas (SP), 30 de outubro de 2017

Um homem de 28 anos matou o pai, duas irmãs, um vizinho e um outro homem em uma série de ataques. O autor, o segurança Antônio Ricardo Gallo, se matou depois de cometer os crimes.

Uma das irmãs, Ana Cristina Gallo, 37, foi morta na rua, quando ia para o trabalho. A segunda, Alexandra Gallo, 34, morreu com um tiro na cabeça na casa da família, que foi incendiada pelo homem. 

O pai, Antônio Gallo, 60, catador de recicláveis, foi morto na frente de casa, com um tiro na cabeça. Em seguida, o atirador entrou na casa do vizinho Elenilson Freitas do Nascimento, 31, que foi morto por ele dentro do quarto. 

Também foram atingidos uma ex-namorada de Gallo, que ficou ferida, e o então namorado da moça, que morreu.

Goiânia (GO), 10 de outubro de 2017

Dois adolescentes de 13 anos morreram e outros quatro ficaram feridos após um ataque em uma escola de Goiânia. O autor era um dos estudantes do colégio e tinha 14 anos na época.

O garoto era filho de policiais militares e usou a arma da mãe para cometer o crime. Segundo colegas informaram na ocasião, o jovem sofria bullying na escola. Ele foi condenado a três anos de internação.

Janaúba (MG), 5 de outubro de 2017

O segurança Damião Soares dos Santos, 50, ateou fogo a si mesmo e a crianças de uma creche na cidade de Janaúba, no interior de Minas. Treze pessoas morreram, dentre elas nove crianças e o próprio vigia.

Mais de 40 pessoas ficaram feridas, e algumas crianças até hoje enfrentam sequelas das queimaduras. 

Entre as vítimas estava a professora Heley de Abreu Silva Batista, 43. Ela entrou na frente do autor do ataque para tentar barrá-lo e ajudou a salvar crianças mesmo em chamas. Com 90% do corpo queimado, morreu horas depois em um hospital da região.

Campinas (SP), 1º de janeiro de 2017

O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, 46, matou a tiros 12 pessoas em uma festa de família no Réveillon. Entre as vítimas estavam seu filho de 8 anos e sua ex-mulher, Isamara  Filier, 41, com quem disputava a guarda do garoto. Depois de atirar nos convidados, ele se suicidou.

Além de uma pistola, Sidnei tinha consigo dez bombas caseiras e um canivete. Antes do crime, ele enviou para amigos uma carta em que xingava a ex-mulher e dizia que ela tinha que "pagar pelo que fez". 

Desde 2005, Isamara havia registrado cinco boletins de ocorrência contra o ex-marido por ameaça, violência doméstica, agressão e injúria. 

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