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Pontos de ônibus do centro de São Paulo têm pichações e lixo

Na avenida São João estão dois piores casos: um não tem teto e outro foi vandalizado

Na avenida São João, na praça Julio Mesquita, modelo de ponto ainda é antigo e não tem teto - Ronny Santos/Folhapress
Regiane Soares
São Paulo | Agora

Os pontos de ônibus da região central de São Paulo estão vandalizados, com pichações, riscados, com anúncios colados e lixo e até sem parte do teto do abrigo. Essa foi a situação que a reportagem encontrou na quarta-feira (9) nos pontos de ônibus localizados em ruas e avenidas dos distritos que formam o centro da capital.

O serviço de instalação e de manutenção de pontos de ônibus é feito pela Otima, concessionária que tem direito de explorar publicidade na maioria dos abrigos.

A pior situação foi encontrada na avenida São João, na República. O ponto de ônibus que fica na praça Julio de Mesquita, além de ser um dos modelos antigos de abrigo, está sem parte do teto, tem pichações e anúncios colados e está riscado.

Na mesma avenida, já na Santa Cecília, a parada perto da rua Ana Cintra está completamente vandalizada. O abrigo foi depredado, pichado e riscado. Algumas peças de metal foram arrancadas. O painel de informações das linhas de ônibus está riscado.

Para o motorista Maurício Saldanha, 36 anos, que pega ônibus todos os dias na parada Ana Cintra, a situação do abrigo é uma vergonha. “Em parte é vandalismo, mas também mostra o descaso do poder público em fazer a manutenção nos pontos de ônibus da cidade”, afirmou.

Na rua João Passalaqua, na Bela Vista, o ponto de ônibus é antigo, com banco de alvenaria e coberto com telha. Nos pontos de ônibus do corredor da avenida Rio Branco e no largo do Paissandu, na República, os vidros que protegem os passageiros foram danificados. “É puro vandalismo”, disse a diarista Fátima Araújo, 39 anos.

Na Consolação, vários pontos das ruas Augusta, Martins Fontes e da Consolação estavam com vidros pichados e riscados. 

​​PROBLEMAS JÁ FORAM RESOLVIDOS, DIZEM PREFEITURA E TERCEIRIZADA

A SPO Obras (São Paulo Obras), empresa responsável pelo mobiliário urbano da capital, sob gestão Bruno Covas (PSDB), disse que os problemas apontados nos abrigos apontados na reportagem foram decorrentes de atos de vandalismo.

Segundo a empresa, os problemas dos pontos do largo do Paissandu, das avenidas Brigadeiro Luís Antônio, Rio Branco, Conselheiro Furtado e Alcântara Machado, e das ruas Augusta, Martins Fontes e da Consolação já foram solucionados.

Os pontos da avenida São João e da rua João Passalaqua não foram incluídos no contrato de concessão vigente, firmado em 2012, segundo a SPObras. A empresa disse que já fez um levantamento dos pontos de ônibus e prepara uma nova licitação para a manutenção desses abrigos.

A Otima, empresa que cuida dos pontos, confirmou que já trocou os vidros dos abrigos que são de sua responsabilidade. Segundo a empresa, apesar da programação de manutenção constante, há um alto índice de vandalismo.

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