Réveillon na avenida Paulista tem festa com fogos 'silenciosos' pouco notados

Segundo prefeitura, a organização priorizou efeitos visuais e barulho reduzido

Fogos de artifício na virada do ano na Avenida Paulista em São Paulo - Ananda Migliano/Ofotográfico/Folhapress
São Paulo

A avenida Paulista, em São Paulo, entrou em 2019 com Jorge Ben Jor no palco e com mais barulho do que se projetava. Apesar da promessa de fogos silenciosos no local, a queima da virada teve estouros como em outros anos, segundo relatos de pessoas que foram ao evento.

Os fogos da Prefeitura de São Paulo foram colocados atrás do palco, entre as ruas Bela Cintra e Haddock Lobo, e em cima do edifício Conjunto Nacional, entre a Augusta e Padre João Manuel. O show, com 5 mil baterias de fogos, durou cerca de 15 minutos. 

Segundo a gestão Bruno Covas (PSDB), foram priorizados os efeitos visuais, com estampidos, para tentar fazer menos barulho. Porém, de acordo com a prefeitura, como ainda não existem fogos totalmente silenciosos, quem estava mais próximo a estes locais acabou ouvindo um barulho mais intenso. 

A organização deixou de lado efeitos sonoros, como rojões, que costumavam estar presentes em outros anos. No entanto, eles podem ter sido usados por terceiros, no entorno, segundo a prefeitura. 

Em maio, a prefeitura sancionou a lei que proíbe manuseio, utilização, queima e soltura de fogos ou artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso. A justificativa era evitar mal-estar às crianças, idosos e animais. A proposta gerou polêmica.  

A lei, apresentada pelos vereadores Reginaldo Trípoli (PV), Abou Anni (PV) e Mário Covas Neto (Podemos), prevê multa de R$ 2.000, que pode ser dobrado e quadruplicado, em caso de reincidência. A lei ainda precisa ser regulamentada para ser colocada em prática. 

A contagem regressiva para o novo ano foi feita com Jorge Ben Jor no palco. Depois, Gal Costa assumiu o penúltimo show da noite da virada. O encerramento veio com a escola de samba Estrela do Terceiro Milênio.

Segundo a prefeitura, 1,9 milhão de pessoas estiveram na Paulista. Segundo o instituto Datafolha, porém, 1,5 milhão de pessoas é a lotação máxima do trecho Paulista-Consolação, isso em um cálculo superestimado: com lotação de sete pessoas por metro quadrado, aperto semelhante ao enfrentando no metrô no horário de pico.

A avenida Paulista foi fechada cedo nesta segunda-feira (31). Pela manhã, o local recebeu a largada e a chegada da corrida São Silvestre. Por volta das 17h, começaram as atrações programadas pela prefeitura, com os sambistas Diogo Nogueira e Péricles. 

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