Polícia investiga morte de taxista que caiu de barranco em suposto assalto

Acidente aconteceu na zona leste de SP; motorista de 80 anos usava marcapasso

São Paulo

A polícia investiga se um assalto ou um mal súbito provocaram um acidente em que o taxista Francisco Capistrano da Costa, 80, morreu em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, por volta das 20h da última quarta-feira (9).

Costa bateu seu carro contra o muro de uma casa e, em seguida, caiu com o veículo em um terreno baldio. O motorista chegou a ser socorrido pelos Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital.

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para o incidente: a de que dois ladrões teriam roubado o idoso, segundo foi afirmado informalmente por testemunhas no local do ocorrido, ou ainda que ele tenha sofrido algum problema de saúde que teria provocado o acidente. As circunstâncias do eventual assalto ainda são investigadas.

Carro de taxista ficou destruído após despencar de barranco em Sapopemba, na zona leste de SP
Carro de taxista ficou destruído após despencar de barranco em Sapopemba, na zona leste de SP - Reprodução/TV Globo

Um auxiliar de enfermagem de 46 anos caminhava pela ciclovia da avenida Arquiteto Vilanova Artigas, em Sapopemba, quando foi atropelado por Costa, na altura do número 1.937 da via, na qual também se localiza a delegacia que investiga o acidente.

O auxiliar foi encaminhado em estado grave ao hospital de Sapopemba, do qual foi transferido para outra unidade de saúde, no Jabaquara (zona sul) nesta quinta-feira (10). Segundo a família, o estado de saúde dele é estável.

Após o atropelamento, o carro do taxista, um Toyota Etios branco, continuou em alta velocidade por cerca de 300 metros, quando colidiu contra o muro de uma casa e, de acordo com o boletim de ocorrência registrado pela polícia, despencou de uma altura de aproximadamente 15 metros.

Segundo a Polícia Militar, testemunhas do acidente afirmaram ter visto dois suspeitos saindo de dentro do táxi e fugindo para uma favela que fica próxima ao local.

No entanto, segundo a reportagem apurou, ninguém havia prestado depoimento oficialmente à polícia sobre os dois possíveis suspeitos do assalto até a conclusão desta edição.

De acordo com familiares, o taxista tinha usava um marcapasso cardíaco. Colegas que trabalhavam no mesmo ponto de táxi que ele, próximo da estação Jabaquara do Metrô, na zona sul de São Paulo, afirmaram que Costa "estava nervoso" durante o dia que antecedeu o acidente.

Priscila Camazano, Alfredo Henrique e Beatriz Izumino
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