Descrição de chapéu Tragédia em Brumadinho

Vídeo de sobrevivente em caminhonete mostra resgate em Brumadinho

Três foram retirados com vida de veículos filmados fugindo da onda de lama

Fabrício Lobel Júlia Barbon
Betim (MG) e Mário Campos (MG)

Dois funcionários da mineradora Vale que estavam em uma caminhonete e um que estava dentro de uma carregadeira escaparam com vida do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Eles aparecem ao fundo de um vídeo de uma câmera de vigilância da empresa divulgado pela TV Band, fugindo da onda de lama. Eles dirigem em ziguezague tentando chegar a uma estrada que levaria a um ponto mais alto do Complexo da Mina do Feijão, mas ficam ilhados e somem em meio aos rejeitos.

Os sobreviventes são Elias de Jesus Nunes, 43, e Sebastião Gomes, 53, que conseguiram sair do carro, e Leandro Cândido, 37, retirado da carregadeira pela dupla de amigos. Logo depois de escapar, Elias filmou e fotografou os estragos da tragédia na área em que eles estavam.

As imagens mostram o mar de lama que se formou e também Leandro, que quebrou a perna direita e levou 22 pontos no braço esquerdo, sendo levado por socorristas até uma ambulância. Depois eles foram transferidos para unidades de saúde, e agora já estão em casa.

A tragédia deixou ao menos 121 mortos, dos quais 93 já foram identificados. O número deve subir bastante, uma vez que, até o momento, ainda há 226 desaparecidos. 

Com o rompimento da barragem em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, foram liberados cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.

Elias de Jesus Nunes, 43, sobrevivente que estava em caminhonete
Elias de Jesus Nunes, 43, sobrevivente que estava em caminhonete - Júlia Barbon/Folhapress

A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto.

Nesta sexta, a Folha revelou que a Vale previu a inundação do refeitório e sede de barragem, mas desprezou o risco em seu plano de emergência.

 
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