Descrição de chapéu Alalaô

Pabllo Vittar consagra Tiradentes como vitrine do Carnaval de rua de SP

Cantora fez a sua estreia no circuito dos megablocos de rua da capital

Roberto de Oliveira
São Paulo

Deu k.o.! Brigas, confusões e a forte chuva nocautearam o show da Pabllo Vittar, na tarde desta terça-feira (5), na avenida Tiradentes, região central da capital. O bloco da drag queen era um dos mais aguardados deste Carnaval paulistano.

Por volta das 16h10, o cortejo começou a movimentar-se pela avenida. A multidão era tanta que dificultou o deslocamento do trio. Uma briga entre foliões interrompeu o cortejo. A cantora interveio. Em resposta, o público vaiou os brigões, que foram separados. Na sequência, Pabllo Vittar voltou a se apresentar e levou os fãs ao delírio. A chuva forte, contudo, dispersou os foliões.

 

Vestida com um maiô rosa, Pabllo Vittar fez a sua estreia no circuito dos megablocos no Carnaval de rua da capital.

Eram 14h30, quando as pessoas começaram a tomar a avenida —a Tiradentes voltou a se tornar, quase 30 anos depois, a grande protagonista da festa, graças aos trios elétricos e a milhares de foliões.

Na tarde desta terça-feira, a presença era maciça do público LGBTQ+. Comunidades vizinhas da região da Luz, como a coreana e a boliviana, também foram conferir a passagem da drag queen. Moradores de rua, adolescentes, pais com crianças e idosos entraram na festa.

Às 17h36, a cantora nem havia chegado às proximidades do parque da Luz, quando a chuva entrou em cena, afugentando os foliões. Marquises não foram suficientes para atender à demanda. Mesmo aqueles que conseguiram um lugar sob elas, não saíram ilesos. Ventou, e a chuva apertou.

A contadora Juliana Torres, 26, saiu de Diadema (Grande São Paulo), para ver o único bloco do Carnaval de São Paulo 2019. Por causa, é claro, da Pabllo Vittar. Infelizmente, não rolou. “Achei um desrespeito. Pensei que não fosse atrasar tanto assim.”

Dona de salão no Brooklin (zona sul paulistana), a cabeleireira Abgail Faria dos Santos, 67, foi sozinha para a avenida Tiradentes. Enquanto cantarolava alguns versos de hits da drag, olhava atenta para o céu. “Vem chuva aí, gente. Vem tempestade!”

Não deu outra.

De saia multicolorida e pochete de franjas longas atravessando o peito nu, o designer José Roberto Alves, 23, que mora no Tucuruvi (zona norte), estava encharcado. “Dinheiro, trouxe pouco. Pago tudo com cartão. O problema é que molhou o celular.”

Elaine Silva, 28, balconista, teve mais sorte: ela vive a duas quadras da estação Luz, no centro da capital. Tinha levado a filha, Isabela, 3, para assistir à performance da mais famosa drag queen do país.

Sem conseguir ver o bloco passar, teve que sair correndo com a filha no colo, para se proteger da chuvarada. Na cabeça, duas esperanças: “Que tenha show da Pabllo Vittar no ano que vem. E, por favor, que ela seja mais cedo”.

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