Durante apreensão, camelôs e fiscais entram em confronto no centro de SP

Prefeitura de SP diz que agentes foram atacados; dois ficaram feridos

São Paulo

Camelôs na região da Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, agrediram na quarta-feira (25) fiscais da Prefeitura de São Paulo. Os agentes revidaram aos ataques. 

De acordo com a Subprefeitura da Sé, dois agentes se feriram no episódio, que começou após a fiscalização de um ambulante. 

"Após o flagrante de um carrinho contendo bebida alcoólica em situação irregular, ambulantes utilizando de violência física tentaram impedir que a equipe da Subprefeitura Sé realizasse a apreensão, iniciando confronto com os agentes", diz a nota.  

As imagens mostram os ambulantes atirando caixas de madeira e outros objetos contra os fiscais, vestidos com coletes laranjas. 

Em uma das cenas, um dos agentes cai no chão e é cercado por um grupo de homens, atacando-o com pontapés. 

Alguns policiais militares, que acompanhavam os fiscais, aparecem nas imagens. 

A Subprefeitura da Sé afirma que os dois agentes feridos "foram atendidos, medicados, já tiveram alta médica e permanecem com afastamento médico".

Um boletim de ocorrência será registrado pela prefeitura. 

O prefeito criou um plano para a regularização dos camelôs e, ao mesmo tempo, anunciou aumento da fiscalização. 

O programa Tô Legal fornece autorização temporária para o comércio nas vias públicas da capital.

Já o cerco aos ambulantes foi oficializado na revisão do plano de metas, divulgada em abril. Covas anunciou contratação de 1.000 pessoas para engrossar as fileiras do chamado ‘rapa’ — equipes de fiscalização que costumam ter dez pessoas, entre encarregados, ajudantes e motoristas, além do apoio de policiais militares e guarda-civis. 

Segundo consta no plano metas, nos últimos anos havia apenas 15 equipes voltadas exclusivamente a fiscalizar ambulantes.

As áreas de atuação definidas para esse batalhão de fiscais são centro histórico, Brás, zona cerealista, avenida Paulista, arredores de jogos de futebol e grandes shows. Em alguns pontos, a presença de vendedores é tão intensa que afeta o trânsito e causa atropelamentos.

A ênfase e a eficácia no combate ao comércio ilegal oscila na cidade ao longo das gestões de sucessivos prefeitos, algumas delas marcadas por confrontos sangrentos.

Uma subcomissão na Câmara Municipal calcula que haja 20 mil camelôs só na região do Brás. Com as calçadas tomadas, os pedestres circulam por avenidas movimentadas como a Celso Garcia e acabam atropelados por ônibus —na região, foram ao menos 14 vítimas no ano passado. 

Há também relatos de achaques dos ambulantes por grupos que vendem segurança no Brás.
Covas mira também um grupo mais estruturado, a máfia que vende produtos piratas em shoppings populares e conta com batalhões de advogados. 

No ano passado, Covas criou a Comissão Municipal de Combate ao Mercado Ilegal. No mesmo dia, subiu em um rolo compressor para uma foto clássica do prefeito passando sobre produtos irregulares.
Em fevereiro, a prefeitura fechou o Shopping 25 de Março e apreendeu cerca de 50 toneladas de produtos.

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