Descrição de chapéu Coronavírus

Termômetros e guardas fazem triagem na entrada de cidades do interior de SP e MG

Barreiras foram instaladas com o objetivo de impedir aumento de infecções por coronavírus

Ribeirão Preto

A cena tem se repetido em cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais nos últimos dias. Com termômetros em mãos, agentes de saúde e até mesmo guardas municipais fazem a triagem de motoristas e ocupantes de veículos que pretendem ingressar nos municípios.

Para tentar evitar a proliferação do novo coronavírus, causador da pandemia de Covid-19, as prefeituras têm bloqueado outras vias de acesso para transferir o fluxo de veículos para as entradas controladas por elas.

O cenário é visto também em cidades de outros estados, como o Pará, onde barreiras foram implantadas em São Caetano de Odivelas, Vigia e Capanema.

Município que fica na divisa entre Minas e São Paulo, Arceburgo (MG) fez isso. Bloqueou duas vias de acesso e centralizou o tráfego em uma e passou a aferir a temperatura dos motoristas e questionar o visitante sobre sua origem e seu destino na cidade.

A ação, desenvolvida 24 horas por dia por agentes de segurança e de saúde da prefeitura, é acompanhada por uma enfermeira e por policiais militares.

“Não fechamos a cidade, mas controlamos o acesso. Como Arceburgo está em quarentena, já orientamos pessoas de fora na barreira que, se o objetivo for a um comércio, ela não o encontrará aberto. É uma medida excepcional e o governo de Minas não se opôs ao uso de policiais”, afirmou Reinaldo Carvalho, assessor do prefeito Gilson Mello (PR).

Em redes sociais, a medida tem sido elogiada por moradores de Arceburgo, cidade que, se precisar internar um morador em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), terá de levá-lo até Alfenas, município distante 131 quilômetros.

A cidade, que não tem nenhum caso suspeito, não está sozinha na adoção de medidas do gênero em Minas Gerais.

Na entrada de Brumadinho foi instalada uma barreira para fiscalizar o cumprimento de um decreto da prefeitura do último dia 19, que suspendeu alvará de empresas prestadores de serviços da Vale.

Ela também tem como objetivo fiscalizar se os ônibus estão circulando com no máximo a metade de sua capacidade de passageiros sentados e aferir a temperatura de todos que entram na cidade.

Itabirito liberou a entrada na cidade somente pelo acesso da rodoviária, onde foram instaladas as barreiras.

Já em Uberaba a prefeitura iniciou nesta quinta-feira (26) a montagem de barreiras sanitárias com auxílio de profissionais da saúde, guardas municipais e agentes de trânsito.

Em São Paulo, entre as cidades que implantaram a medida estão Itatiba, Serrana, Nova Europa, Santa Fé do Sul e Espírito Santo do Pinhal --onde também têm sido usados guardas municipais.

Em Itatiba, que declarou estado de calamidade pública no último sábado (21), a barreira sanitária foi implantada no final de semana.

Nas nove barreiras, as equipes estão aferindo a temperatura com termômetro infravermelho de todas as pessoas que querem entrar na cidade. Se o equipamento apontar temperatura acima de 37,8ºC e a pessoa for de Itatiba, será orientada a procurar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou a Santa Casa e, se for de fora, a proposta será que retorne ao seu município.

Itatiba não tem casos confirmados e, segundo o prefeito Douglas Augusto Pinheiro de Oliveira (PPS), a medida foi tomada para impedir que haja chance de proliferação na cidade.

Em Santa Fé do Sul, a preocupação com os bloqueios, que atingiram 15 vias de acesso à cidade, é controlar o fluxo de turistas durante a quarentena --o município é estância turística.

“A cidade está em quarentena, como todo o estado, e precisamos controlar”, disse o assessor de governo Gustavo Goes de Assis.

Já em Serrana, na região de Ribeirão Preto, o fluxo de veículos foi desviado para uma das entradas da cidade, onde agentes de saúde aferem a temperatura.

Há, até barreira aquática, como em Ilhabela, onde a prefeitura anunciou a desde o dia 20 a suspensão do acesso de turistas pelas balsas.

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