Descrição de chapéu Obituário Marli Ribeiro Fusco (1952 - 2020)

Mortes: Representou a alegria para os netos, amou a vida e Mozart

Marli Ribeiro Fusco foi uma avó brincalhona que adorava viagens, aventura e cultura

São Paulo

Para a aposentada Marli Ribeiro Fusco, a imprevisibilidade de Wolfgang Amadeus Mozart era apaixonante. Sua obra cheia de estilos e variações a encantava. Era Mozart quem a acompanhava quando seus ouvidos clamavam por música clássica.

Com os netos, uma trilha musical diferente, que emocionava pela quantidade de gargalhadas. A Marli era uma avó sem limites, daquelas que se rendem e rolam no chão com as crianças. Pura alegria.

Precoce como Mozart, que despontou para a música ainda criança (aos cinco anos), foi o início da batalha de Marli pela vida.

Marli Ribeiro Fusco (1952-2020)
Marli Ribeiro Fusco (1952-2020) - Arquivo pessoal

Paulistana, filha de nordestino e de descendente de italianos, entre as quatro irmãs, ela foi a que mais lutou para conquistar um lugar ao sol. Iniciou a vida profissional cedo.

O passeio era na biblioteca, onde pesquisava sobre música, teatro, literatura e cultura em geral.

Todas as noites, o pai ciumento e machista ia buscá-la no ponto de ônibus para se certificar de que Marli não tomaria outro rumo.

Desviar do caminho de casa não combinava com a personalidade de Marli. Ela era tranquila, discreta, determinada e organizada (virginiana da cabeça aos pés).

No local onde trabalhava como secretária bilíngue —tinha fluência no inglês e francês—, conheceu o marido, o desenhista industrial José Roberto Fusco, hoje com 71 anos.

A promessa feita no altar —​até que a morte nos separe— concretizou-se. Foram 45 anos de casamento.
Ambos deixaram a empresa onde se encontraram pela primeira vez e abriram uma metalúrgica no ramo de eletroeletrônicos.

Viagens com toque de aventura, praia, vento no rosto...tudo atraía Marli. “Nós cruzamos o Brasil de carro, chegamos até a Argentina. Em 2017, ela fez a viagem dos sonhos, para a Europa. Visitou vários países, inclusive a Itália, de onde veio a família da minha avó. Meu pai dizia que ela tinha rodinha nos pés. Ela amava a vida incondicionalmente”, diz a filha, a jornalista Camila Fusco, 38.

Marli Ribeiro Fusco morreu dia 8 de junho, aos 67 anos, por complicações de um AVC e uma trombose. Deixa esposo, uma filha, o genro e dois netos.

​​coluna.obituario@grupofolha.com.br

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