Fumacê na região do rio Pinheiros é reforçado para combater pernilongos

Além do larvicida, equipes da empresa responsável pela limpeza do rio têm removido vegetação das margens

São Paulo

A aplicação do fumacê na área do rio Pinheiros foi reforçada na manhã desta segunda (14). A ação é uma tentativa de minimizar a explosão do número de pernilongos que incomoda moradores da região.

O trabalho da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) tem sido realizado por duas picapes, responsáveis por pulverizar larvicida, e três barcos, que removem a vegetação das margens do rio, incluindo as regiões da Usina São Paulo e do canal Guarapiranga.

Desde 2019, a Emae realiza a limpeza do rio Pinheiros. Segundo a empresa, o trabalho é feito numa articulação com a Secretaria da Saúde da capital.

Moradores da região fizeram um abaixo-assinado para que a gestão municipal, de Bruno Covas (PSDB), tomasse medidas contra os insetos. Até a noite desta segunda, mais de 31,5 mil assinaturas já foram colhidas. A apresentadora da rede Globo Ana Maria Braga, 71, disse no programa "Encontro" desta segunda que é uma das incomodadas pelo problema e que foi uma das que assinaram a petição.

De acordo com a Emae, as altas temperaturas e a falta de chuva têm facilitado a propagação dos pernilongos.

Na última semana, a prefeitura fez a aplicação do fumacê em Pinheiros por três dias, segundo a Amapp (Associação de Moradores e Amigos dos Predinhos de Pinheiros).

"Depois de insistentes chamadas dos moradores no 156 [canal de atendimento da gestão municipal], a subprefeitura agiu com a aplicação do inseticida e já nos informou que numa próxima etapa fará a aplicação nas bordas do leito do rio Pinheiros", afirmou o grupo.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que realiza diariamente ações de monitoramento e controle dos mosquitos e que a aplicação de inseticida por meio de termonebulização vem ocorrendo desde início de agosto e continuará nas próximas semanas.

Dentre as ações preventivas, segue a prefeitura na nota, estão o monitoramento quinzenal de todos os córregos da região; envio de relatórios mensais à Divisão de Vigilância em Zoonoses e à subprefeitura local; solicitação de manutenção e limpeza de bueiros e galerias; vistorias nos endereços solicitados; mapeamento e diagnóstico de área, com o cruzamento de informações obtidas em vistorias; aplicação de inseticida em áreas delimitadas.

A nota também pede a colaboração da população no combate aos mosquitos, evitando manter água parada dentro de casa e exposição de objetos que possam contribuir para a proliferação de mosquitos.

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