Descrição de chapéu Obituário Mário Dias (1942 - 2021)

Mortes: Entregou-se à vida, ao samba e ao jornalismo policial

Mário Dias protagonizou dois programas Linha Direta (TV Globo), com 'o mistério das máscaras de chumbo', um dos casos de sua carreira de repórter

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São Paulo

Escrever sobre alguém que teve compulsão pela vida é quase produzir um romance. Foi desta forma que Mário Sousa, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, se referiu ao amigo de mais de 40 anos, Mário Dias.

“Ele gostava de viver exaustivamente. Entregava-se à vida de uma forma que eu nunca vi”, afirma Sousa.
O samba que tanto amava foi a trilha sonora da sua trajetória e do intenso e brilhante caminho profissional.

Natural de São Gonçalo, Mário trabalhou em vários veículos de imprensa no Rio de Janeiro. Ele foi o principal repórter de polícia do jornal O Dia, na sucursal de Niterói. Trabalhou na TV Globo e na extinta TV Manchete.

Mário Dias (1942-2021)
Mário Dias (1942-2021) - Divulgação

Mário protagonizou dois programas Linha Direta (TV Globo), ao narrar "O mistério das máscaras de chumbo", um dos casos mais marcantes de sua carreira como repórter.

Em assessoria de imprensa, atuou durante 18 anos na Prefeitura de Niterói, durante as gestões dos prefeitos Jorge Roberto Silveira (três mandatos), João Sampaio e Godofredo Pinto.

O jornalista também deixou suas marcas de sucesso na literatura com os livros. “Malditos Repórteres de Polícia” e “CTI - Antessala da Morte”. Fez parte da coletânea “50 anos de crime”, organizada pelo jornalista Fernando Molica, e mais recentemente da obra “Estranha Colheita”, de Carlos Alberto Machado.

Produziu e apresentou shows de grandes nomes do samba e da MPB, como Zeca Pagodinho, Alcione, Beth Carvalho, entre outros.

Seu amor incondicional pelo samba o transformou numa figura importante para o Carnaval de Niterói e do Rio de Janeiro. De acordo com Sousa, Mário foi baluarte e membro da Acadêmicos do Cubango desde a fundação da escola. Durante décadas, também participou da cobertura dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

“Dizia a ele que não aguento o time do dia a dia. Mário era 24 horas trabalho e às vezes diversão. Nossa amizade durou mais de 40 anos, nas alegrias e tristezas. Ele era meu irmão, parceiro, amigo, confidente”, conta Sousa.

Mário Dias morreu no dia 24 de março, aos 78 anos. Ele não resistiu a uma cirurgia para a retirada de um tumor no intestino. Pouco antes de partir ganhou uma neta. Separado, ele deixa três filhos e dois netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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