Vídeo mostra alunos no teto de colégio estadual militar após carregar telhas em GO

Promotoria da Infância apura se houve descumprimento de diretriz constitucional e legal

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Cleomar Almeida
Goiânia

O Ministério Público de Goiás vai apurar se houve descumprimento de diretriz constitucional e legal contra adolescentes durante cena em um colégio estadual militar de Aparecida de Goiânia. Um vídeo mostra um grupo de alunos carregando milhares de telhas até o teto da unidade de ensino.

Sem equipamento de proteção, eles aparecem no teto do imóvel, fazem gritos de guerra e batem palmas virados para a rua. Na gravação, 36 alunos aparecem ao lado de dois homens, que teriam sido contratados para fazer o serviço no telhado da escola.

grupo de adolescentes de uniforme em cima de telhado próximo a telhas empilhadas
Vídeo mostra alunos no teto de colégio militar em Aparecida de Goiânia (GO), que carregaram milhares de telhas - Reprodução

A maioria dos estudantes está de uniforme de educação física. Ninguém usa máscara de proteção contra a Covid-19.

"E as 6.000 telhas que subimos, 6.000 telhas. O terceiro ano e o escravo", afirma um dos homens. Em seguida, os alunos fazem gritos de guerra, e ele completa: "Idolatria à telha". Ao final, os alunos riem.

Em outro momento, os alunos aparecem em pé e batem palmas virados para a rua. Todos sob sol forte.

A data do vídeo não foi divulgada, mas a Promotoria tomou conhecimento da gravação nesta quarta-feira (23).

A Secretaria de Estado da Educação informou que acompanha apenas a parte pedagógica nos colégios militares. O Comando de Ensino da Polícia Militar não se manifestou nesta quinta (24).

A Área da Infância, Juventude e Educação do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Goiás informou em nota que, assim que tomou conhecimento da situação, encaminhou despacho administrativo à Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Aparecida de Goiânia para apurar descumprimento de alguma diretriz constitucional e legal.

Em nota, a Defensoria Pública informou que soube dos vídeos pela imprensa e que se põe à disposição das famílias que queiram fazer denúncias ou ter orientação jurídica.

O vídeo levantou polêmica nas redes sociais. Entre os comentários, pessoas afirmando que escola não é local de serviço braçal, enquanto outro elogia a atividade prática empregada com os estudantes.

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