Descrição de chapéu Obituário Dino Menon (1968 - 2019)

Mortes: Repórter cinematográfico, tinha na filha a maior dedicação

Dino Menon trabalhou por 21 anos na afiliada da Globo no Paraná, mas sua missão maior era ser pai

Katna Baran
Curitiba

As fotos nas redes sociais revelam: o amor maior da vida de Dino Menon era a filha, Ana Carolina. A jovem de 20 anos preenche a maioria das publicações do repórter cinematográfico, que trabalhou por 21 anos na RPCTV, afiliada da Rede Globo no Paraná.

Qualquer ida da equipe por perto da PUC (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), onde ela cursava enfermagem, era motivo para dar um abraço na garota. “É minha filha, velho!” era uma frase tão repetida por ele que virou bordão da Redação.

Era descrito como um “reclamão” bem-humorado. “Quando trabalhava muito, ele se queixava de ter que carregar a câmera. Se alguém perguntasse quanto pesava, ele entregava para a pessoa segurar”, lembra a jornalista Andressa Almeida.

Quem mais cativava as pessoas nas pautas de rua era o câmera. “Ele foi meu herói”, conta a diretora do Procon do Paraná, Claudia Silvano. Antes de uma gravação para o telejornal local, ela escorregou e quase caiu numa rua movimentada, mas acabou salva pelo amigo. 

O destino não deixou, porém, que ele servisse de escudo para a filha, a quem mais cuidava. Ana morreu em junho de 2016, uma semana após ser atropelada em Curitiba. 

Quase dois anos depois do acidente, deixou a TV em troca de um plano de comprar uma chácara para criar carneiros no interior do Paraná, perto da família.

Mas o projeto foi travado pela tristeza. “A cada dia ele morreu um pouquinho depois que ela se foi”, descreve a companheira, Marcela Xavier.

Dino morreu no dia 4 de agosto, de falência de múltiplos órgãos. Deixou, aos 51 anos, a esposa Marcela, 
cinco irmãos, e os pais.

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