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Como tratar a ejaculação precoce?

Acompanhamento psicológico, exercícios para fortalecer assoalho pélvico e drogas podem ajudar

São Paulo

A ejaculação precoce é definida como a incapacidade do homem de retardar o orgasmo de modo satisfatório tanto para ele quanto para a parceira ou parceiro. A ansiedade desempenha um papel importante na questão. 

O problema pode ser classificado como primário —que é o mais comum e ocorre desde o início da vida sexual— ou secundário, em casos de homens que tinham tempos de ejaculação normais. Esse último tipo costuma ocorrer a partir dos 50 anos e muitas vezes está associado a dificuldades de ereção.

Massinha em formato de pênis em aula de educação sexual
Massinha em formato de pênis em aula de educação sexual - Karime Xavier/Folhapress

“O medo de perder a ereção acaba fazendo o homem ejacular”, afirma Giuliano Amorim Aita, médico da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia). Isso mostra como a questão psicológica está relacionada ao problema. Por isso, médicos podem indicar antidepressivos para retardar a ejaculação.

“É importante também ter acompanhamento psicológico, porque isso reduz a ansiedade e permite que o homem possa conhecer melhor o seu corpo e trabalhar melhor as emoções. É importante ainda conversar abertamente com a parceira”, diz Aita.

Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico são úteis para o tratamento. É possível fortalecer os músculos da região com atividades que se assemelham a "segurar o xixi". Um dos exercícios é interromper o jato de urina. 

O autoconhecimento e a percepção dos momentos anteriores à ejaculação também ajudam e podem ser obtidos durante a masturbação.

Segundo o especialista da SBU, algumas posições sexuais, como aquelas em que a parceira ou parceiro fica por cima, podem ajudar a retardar a ejaculação.

Outro artifício possível é o uso de gel anestésico, mas a alteração de sensibilidade pode ser um incômodo.

De toda forma, é importante ter o acompanhamento de um urologista, que indicará o melhor tratamento para cada paciente.

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