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O que é a doença celíaca?

Enfermidade crônica atinge 1% da população mundial

São Paulo

​A doença celíaca é caracterizada pela intolerância ao glúten —proteína presente em cereais, como o trigo e cevada— e atinge 1% da população mundial. O principal tratamento para essa condição crônica é uma dieta livre de glúten. 

Os sintomas mais comuns são as dores abdominais, diarreia e flatulência prolongadas. Em crianças, o vômito, barriga inchada, perda de apetite e de massa muscular podem ser sinais da condição. Nos adultos, soma-se, ainda, o cansaço e a fraqueza. 

Com a exclusão do glúten da alimentação —o que deve ser feito sob acompanhamento de nutricionista—, os sintomas desaparecem em até duas semanas. Após quatro meses da dieta sem a proteína, recomenda-se uma biópsia do intestino delgado para rastreio de outras causas possíveis para a inflamação ou complicações causadas pela doença. 

A maior dificuldade dos celíacos é a reeducação alimentar. O glúten está amplamente presente no cardápio dos brasileiros, como em pães e massas. 

O principal tratamento para pessoas com doença celíaca é a dieta livre de glúten, proteína presente em cereais como trigo, aveia, cevada, por exemplo
O principal tratamento para pessoas com doença celíaca é a dieta livre de glúten, proteína presente em cereais como trigo, aveia, cevada, por exemplo - Kirk K - Flickr

Em casos de deficiência nutricional, o tratamento pode incluir ainda a reposição de vitaminas e minerais. 

A doença é autoimune, ou seja, acontece porque o sistema imunológico de pessoas celíacas produz anticorpos que atacam o glúten ingerido causando a inflamação do intestino delgado. Essa inflamação, por sua vez, atrofia a mucosa intestinal, dificultando a absorção de nutrientes. Existem pessoas predispostas geneticamente a desenvolver a doença.

A falta de tratamento pode gerar complicações como desnutrição, anorexia, anemia, infertilidade, aborto, intolerância a lactose e câncer de linfoma intestinal e de intestino delgado.

Qualquer um pode ser celíaco, mas pessoas com diabetes tipo 1, síndrome de Down ou síndrome de Turner, e pessoas com casos familiares da doença celíaca ou de dermatite herpetiforme têm maior propensão. 

O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue com dosagem dos anticorpos específicos que atacam o glúten, seguido por biópsia do intestino delgado. 

A aveia, apesar de não ter glúten naturalmente, pode apresentar a proteína devido a contaminação cruzada, isso porque o cereal costuma ser processado no mesmo local que o trigo e a cevada. Recomenda-se atenção no consumo por pessoas celíacas.

Erramos: o texto foi alterado

Uma versão anterior deste texto dizia que a aveia contém glúten, o que é incorreto. Na verdade, a aveia costuma ser processada no mesmo local que o trigo e a cevada, o que pode gerar a contaminação cruzada, inviabilizando o seu consumo por pessoas celíacas. O texto foi corrigido

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