Descrição de chapéu Coronavírus

Rio vai lavar ruas, metrôs, trens e entornos de hospitais com detergente

A capital fluminense tinha 170 casos confirmados de coronavírus até este domingo (22)

Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (23), uma grande lavagem com detergente das áreas mais afetadas pelo novo coronavírus, como zona sul e Barra da Tijuca, além de entornos de transportes públicos e hospitais. A cidade tinha 170 casos confirmados até este domingo (22).

"Para realizar a limpeza, vamos utilizar 20 caminhões-pipas, 10 vans com uma motobomba e e 30 pulverizadores. Iremos privilegiar lavagem das superfícies e áreas de contato", disse Paulo Mangueira, presidente da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana).

"São medidas importantes adotadas em outros países que surtiram efeito", apontou o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

A Comlurb informou que pretende privilegiar a lavagem das superfícies e áreas de contato, além dos bairros mais afetados, nos pontos de ônibus, nas saídas de BRT e metrôs, nos entornos dos hospitais municipais e estaduais.

"Acreditamos que vamos mitigar qualquer tipo de infecção por contato", explicou Mangueira.

Neste domingo, subiu de 103 para 170 o número de casos confirmados de Covid-19 no município do Rio de Janeiro, segundo o último balanço divulgado pela prefeitura. A capital fluminense tem ainda 175 casos em investigação, contra 189 de ontem.

A Barra da Tijuca ainda é o bairro com maior número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, com 29 registros. O Leblon está em segundo, com 23, seguido por Ipanema, com 21.

A maioria dos registros ocorre na zona Sul da cidade, que concentra a população com maior renda. No entanto, já há um caso confirmado na Cidade de Deus, comunidade carente da zona Oeste, e duas pessoas em monitoramento do Complexo da Maré, na zona Norte. Há casos pontuais espalhados pela região do subúrbio carioca​.

Na coletiva desta terça, o prefeito ainda prometeu colocar galões com água e sabão na entrada de comunidades do Rio, para que as pessoas lavem as mãos enquanto circulam nos locais. Para a população de rua, ele disse que o sambódromo, um galpão em Santo Cristo e mais um prédio em Honório Gurgel estão sendo preparados.

A prefeitura apontou que equipes de saúde vão acolher idosos e desassistidos em hotéis para evitar que a doença se espalhe. O município declarou estar acertando o pagamento das diárias.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella - Andre Coelho/Folhapress

Neste domingo, o prefeito Marcelo Crivella determinou o fechamento do comércio na cidade do Rio de Janeiro a partir de terça-feira (24). As exceções são farmácias, supermercados e hortifrutis; padarias; pet shops; postos de gasolina; lojas de equipamentos médicos e ortopédicos.

A prefeitura determinou, ainda, que bares e restaurantes funcionem apenas por delivery. Os bancos também deverão ficar fechados. As medidas valem por tempo indeterminado.

"Havia preocupação que entre o dia 21 e o dia 23 quase dobraram o número de pessoas com confirmação da infecção. Por unanimidade, diretores de hospital, secretários, infectologistas, a comunidade científica da nossa cidade, pediram que adotássemos medidas de contenção. Preservamos os setores de indústria e serviços", apontou Crivella.

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