Vacinação contra a gripe tem baixa adesão de gestantes e crianças

Após atingir meta em campanha voltada a idosos, novas fases têm baixo alcance

Brasília

Após atingir a meta de vacinação em idosos, a campanha de imunização contra gripe tem registrado baixa adesão entre os públicos que fazem parte das duas últimas etapas da estratégia, sobretudo entre gestantes e crianças. A situação tem gerado alerta em equipes de saúde.

Para comparação, a primeira fase da campanha de vacinação, voltada a idosos, teve adesão de 114% —maior, assim, até do que o público inicialmente previsto.

Já na segunda fase, voltada a policiais, bombeiros, pessoas com doenças crônicas e caminhoneiros, a adesão foi de 64,6%.

Na terceira, ainda em andamento, o percentual atual é de apenas 23,2%. "É um número muito baixo", diz Francieli Fontana, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

Além de crianças e gestantes, a etapa atual da campanha é voltada também a pessoas com deficiência, mulheres até 45 dias após o parto, professores e pessoas de entre 55 a 59 anos.

Segundo Fontana, quem faz parte dos dois últimos grupos e ainda não recebeu as doses pode procurar os postos de saúde até 5 de junho. Ela não informou se haverá possibilidade de prorrogação.

Iniciada em 23 de março, a campanha de vacinação contra a gripe tinha como objetivo vacinar ao menos 90% do público-alvo, previsto em 77 milhões de pessoas. Somados todos os grupos, a taxa atual é de 62,7%.

A estimativa do ministério é que 29 milhões de pessoas ainda não tenham sido vacinadas.

A vacina contra a gripe protege contra três tipos do vírus influenza, caso do H1N1, e é importante para reduzir complicações, internações e mortes.

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