Descrição de chapéu Coronavírus

Só haverá vacinação em massa com vacina eficaz e segura, diz OMS

Segundo o diretor da entidade, Tedros Ghebreyesus, pais não devem acreditar em narrativas, mas checar por si mesmos histórico de sucesso da imunização

Bruxelas

“A OMS jamais vai recomendar uma vacina que não seja comprovadamente segura e eficaz”, afirmou nesta sexta o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo ele, a melhor resposta para os que não acreditam em vacinas ou acham que elas são perigosas é mostrar os resultados concretos das campanhas de vacinação, que salvaram as vidas de milhões de crianças em todo o mundo.

“Especialmente os pais não devem acreditar em narrativas, mas olhar por si mesmos o histórico das vacinas. Basta olhar para todos os lugares em que elas salvaram crianças e erradicaram doenças”, afirmou Ghebreyesus.

Na última terça (1º), ao ser abordado por uma apoiadora que pediu a ele que impedisse vacinações porque “isso é perigoso”, Bolsonaro respondeu: "Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina".

Para a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, a preocupação da brasileira e de outras pessoas que temem vacinas mostra que ainda há desinformação, e a melhor forma de combatê-la é com esclarecimento e educação.

“Vacinas salvam milhões de vidas no mundo. E só são autorizadas depois de uma série de testes, que garantem que elas não causam danos e são capazes de proteger contra as doenças”, afirmou ela.

Segundo Soumya, laboratórios do mundo todo já se comprometeram a seguir os padrões de qualidade e segurança da OMS: “Nenhuma vacina será aplicada em massa antes que haja segurança absoluta de que elas atendem os parâmetros”.

A cientista-chefe da OMS afirmou também que um conselho de especialistas independentes acompanha todos os experimentos e revisa todos os dados para validar as conclusões sobre os produtos, sejam eles remédios ou vacinas.

“Os antivaxxers constroem narrativas contra as vacinas, mas as pessoas não precisam ouvi-los. O histórico fala por si”, reforçou Ghebreyesus, citando o uso de vacinação para erradicar a pandemia do vírus ebola na República Democrática do Congo.

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