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Brasil registra recorde de 3.950 mortes em 24 h e tem pior mês da pandemia, com mais de 66 mil óbitos

Pelo 6º dia consecutivo, média de óbitos foi a maior já registrada, chegando agora a 2.971; país completa 70 dias com média acima de 1.000

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São Paulo

Em mais um dia trágico da pandemia descontrolada no Brasil, foram registrados 3.950 mortes pela Covid, número recorde. A média móvel também voltou a alcançar, pelo sexto dia seguido, o maior valor registrado, 2.971 mortes por dia. O mês de março também foi recorde absoluto na pandemia, com 66.868 mortos por Covid, mais do que o dobro do 2º mês com mais óbitos, julho de 2020 (32.912 mortes).

Em 7 de julho de 2020, 112 dias após a primeira mortes no país, o Brasil atingia 66.868 óbitos desde o início da pandemia, exatamente o mesmo valor atingido nos 31 dias de março de 2021.

A lista de meses com mais mortes ainda tem fevereiro de 2021, com 30.484 óbitos, junho de 2020, com 30.315 e janeiro deste ano, com 29.558 vidas ceifadas.

Na última terça (30), havia sido registrado recorde de mortes em 24 h, 3.668 óbitos.

Já o maior valor anterior de média móvel, também ocorrido na terça, era de 2.728 mortes por dia. A gravidade da situação é demonstrada pela sequência de recordes (25 dias) interrompida recentemente. A quebra ocorreu nos dias em que as informações de mortalidade tiveram uma queda artificial após uma mudança (suspensa posteriormente) do Ministério da Saúde no registro de óbitos, o que provocou problemas na documentação de alguns estados.

O país completa, agora, 15 dias acima de 2.000 mortes por dia e 70 dias acima de 1.000.

A média móvel é um instrumento estatístico para atenuar variações, como as que ocorrem em finais de semana e feriados. O cálculo da média é feito a partir da soma dos óbitos dos últimos sete dias dividida por sete.

Nesta quarta, foram registrados 89.200 casos da doença, quinto maior valor documentado na pandemia. Com isso, o Brasil chega a 321.886 óbitos por Covid e a 12.753.258 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O tamanho diário da tragédia brasileira supera, em número de mortes, momentos traumatizantes da história recente, como nos ataques de 11 de setembro nos EUA.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais. Folha

Sepultadores, carregando caixão, trabalham em covas abertas no cemitério de Vila Formosa, na capital paulista
Karime Xavier/Folhapress

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 26 estados e o Distrito Federal.

Já foram aplicadas no total 22.712.483 doses de vacina (17.620.872 da primeira dose e 5.091.611 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 10,95% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 3,16%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 683.788 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 145.032, a segunda.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​

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