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Brasil tem mais de 2.200 mortes por Covid e completa 50 dias de média móvel acima de 1.000

Média móvel de óbitos chegou a 1.705 e bateu recorde pelo 13ª dia consecutivo

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São Paulo

O Brasil teve mais um trágico dia com mais de 2.000 mortes por Covid-19. Foram 2.207 óbitos, nesta quinta-feira (11). A média móvel de mortes também permanece em níveis altíssimos e com recordes sucessivos há 13 dias.

A média móvel de óbitos chegou a 1.705 por dia. O recorde anterior, de quarta, foi de 1.645 mortes.

O país, dessa forma, completa 50 dias com média móvel de mortes acima de 1.000.

Além dos elevados números de mortes, também há altas taxas de contaminação. Nesta quinta, foram 78.297 casos. Com isso, o total de óbitos chegou a 273.124 e o de pessoas infectadas desde o início da pandemia a 11.284.269.

O Brasil vive o pior momento da pandemia, sem aparentes soluções no horizonte, considerando que a vacinação caminha a passos lentos no país. Ao mesmo tempo, outros países veem a situação da pandemia ficar mais controlada, com medidas mais rígidas de restrição e com avanço da vacinação.

Os dados do país, coletados até as 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais.

O consórcio também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 24 estados e o Distrito Federal.

Já foram aplicadas no total 12.611.881 doses de vacina (9.294.537 da primeira dose e 3.317.344 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 5,78% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,06%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 280.898 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 151.155, a segunda.

As vacinas disponíveis no Brasil são a Coronavac, do Butantan e da farmacêutica Sinovac, e a Covishield, imunizante da Fiocruz desenvolvido pela parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca. A vacina da Pfizer tem o registro definitivo da Anvisa, mas ainda não está disponível no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​

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