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Sem Coronavac nem AstraZeneca, grávidas ficam praticamente sem opção de vacina no Brasil

Estados suspendem a aplicação da vacina após anúncio do Ministério da Saúde sobre investigação de morte que pode estar relacionada ao imunizante

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Ribeirão Preto, Salvador , Curitiba , Recife e Porto Alegre

Depois de o Ministério da Saúde afirmar que investiga o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro após ter sido imunizada com a vacina AstraZeneca, diversos estados suspenderam a vacinação de mulheres grávidas contra a Covid-19.

Na noite desta segunda-feira (10), a Anvisa emitiu nota técnica em que recomenda a suspensão imediata do uso da vacina Covid da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes. A orientação da agência é para que a indicação da bula da AstraZeneca seja seguida. Nela não consta o uso em gestantes.

Sem poderem tomar a vacina da AstraZeneca, com falta de doses da Coronavac e com pouca quantidade da Pfizer no país, as gestantes ficaram praticamente sem opção.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo decidiu suspender temporariamente a vacinação contra a Covid-19 em grávidas com comorbidades. O grupo começaria a ser vacinado nesta terça (11) em todo o estado. A Prefeitura de São Paulo também suspendeu a vacinação do grupo prioritário na capital.

No Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde disse que, até que a investigação do caso de evento adverso seja finalizada pelo Ministério da Saúde, suspendeu, por precaução, a vacinação de gestantes e puérperas na capital fluminense.

O Espírito Santo também suspendeu a vacinação deste grupo até nova orientação do Ministério da Saúde. O secretário estadual de saúde, Nésio Fernandes, orientou que as grávidas que receberam doses do imunizante observem possíveis efeitos e procurem os serviços de saúde em caso de quaisquer sintomas.

A Prefeitura de Vitória estava usando vacinas da AstraZeneca e da Pfizer para gestantes desde o dia 3 de maio, mas com a orientação do estado segue apenas com a segunda.

O governo de Minas Gerais comunicou oficialmente os 853 municípios sobre a recomendação de suspensão do uso da Oxford/AstraZeneca em gestantes, na tarde desta terça-feira (11).

Em Belo Horizonte, gestantes com e sem comorbidades que se registraram no site da prefeitura até o dia 3 de maio já vinham sendo vacinadas com o imunizante da Pfizer, que está sendo destinado ao grupo de pessoas com comorbidades.

No Centro-Oeste do país, a vacinação de gestantes com a AstraZeneca foi suspensa em cidades de Goiás e Mato Grosso. A Secretaria da Saúde de Cuiabá informou que as gestantes serão imunizadas a partir de agora apenas com a vacina da Pfizer.

Já a Prefeitura de Goiânia, que também não vacinou nesta terça-feira nenhuma gestante com a AstraZeneca, informou que não tem disponível a Coronavac para aplicar a primeira dose e que a orientação é que as grávidas façam agendamento em uma das 12 unidades de saúde da capital onde há o imunizante da Pfizer.

A Secretaria da Saúde de Goiás informou que orientou nesta terça-feira que todos os municípios para que suspendam a aplicação de vacinas da Astrazeneca para gestantes. De acordo com comunicado, a pasta aguarda o recebimento de uma nota informativa/técnica do Ministério da Saúde com mais detalhes sobre o assunto.

Por conta da suspensão, gestantes estão sendo imunizadas apenas com a vacina da Pfizer, já que o estado enfrenta falta da Coronavac –o último lote recebido foi para completar a segunda dose nos locais em que havia falta.

Em Mato Grosso do Sul, a aplicação do imunizante foi suspensa para grávidas e puérperas.

No Nordeste, a Secretaria da Saúde do Maranhão também suspendeu a aplicação do imunizante a partir desta terça-feira.

A Bahia seguiu a Anvisa e orientou que as prefeituras suspendam a aplicação da AstraZeneca em grávidas no estado.

O Rio Grande do Norte também agiu da mesma forma, e a Prefeitura de Natal diz que adotou a medida na manhã de terça, ainda antes do comunicado oficial.

​O governo do Ceará aguarda um posicionamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde para emitir uma nota oficial sobre o assunto. Em Fortaleza, as grávidas já estavam sendo vacinadas com o imunizante da Pfizer.

No Piauí, a vacinação de grávidas com a AstraZeneca não foi suspensa, mas o governo orientou os municípios a exigir avaliação médica das gestantes que queiram ser imunizadas.

“Neste caso, é bastante preventivo que as gestantes possam definir com o seu médico a melhor maneira na condução desta vacinação”, explicou o superintendente de Atenção à Saúde Municípios da secretaria estadual de Saúde, Herlon Guimarães.

De acordo com o superintendente, a secretaria está aguardando um documento oficial do Ministério da Saúde sobre os procedimentos a serem adotados em relação a esse assunto.

O governo de Pernambuco também suspendeu a imunização de grávidas e puérperas contra a Covid-19 com a vacina da AstraZeneca. O estado comunicou que aguarda novas orientações do Ministério da Saúde sobre o assunto.

No Recife, em particular, a vacinação para esse grupo, iniciada no dia 5 de abril, continuará normalmente, uma vez que gestantes e puérperas estão recebendo o imunizante da Pfizer. “A medida foi adotada antes da decisão da Anvisa que recomendou a suspensão do uso da AstraZeneca para grávidas”, declarou o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Na Paraíba, a aplicação do imunizante da AstraZeneca em gestantes com comorbidades foi suspensa. O grupo, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, vai passar a ser imunizado com a Coronavac ou com a vacina da Pfizer.

O governo diz que já comunicou aos municípios sobre a necessidade de suspensão e que aguarda nota técnica do Programa Nacional de Imunizações, com informações mais detalhadas.

Em Alagoas, apenas Maceió havia iniciado a vacinação de gestantes. Para elas, está sendo utilizado o imunizante da Pfizer.

O mesmo ocorre na região Norte, em Manaus e Belém.

Na região Sul, Santa Catarina informou ter suspendido a aplicação da vacina da AstraZeneca em grávidas e puérperas.

Já o governo do Paraná informou que está analisando a orientação da Anvisa para emitir uma nota técnica pela secretaria da Saúde, que também aguarda a orientação formal pelo Plano Nacional de Imunização.

O governo do Rio Grande do Sul recomendou a suspensão temporária da aplicação da Oxford/AstraZeneca em gestantes e puérperas. A inclusão de puérperas é uma medida preventiva, diz o governo.

Gestantes que já foram vacinadas com a primeira dose devem aguardar informações antes de receber a segunda, diz o governo. O estado diz ainda que aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber sobre a continuidade da vacinação para este público.

Em Porto Alegre algumas gestantes chegaram a receber doses do imunizante no início da manhã desta terça, quando a informação da Anvisa ainda não tinha circulado, segundo a prefeitura.

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