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Governo pede à Anvisa que avalie liberação de autoteste de Covid

Esse tipo de exame não é autorizado no Brasil por causa de resolução de 2015

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Brasília

O Ministério da Saúde solicitou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analise o uso do autoteste de Covid no Brasil.

Esse tipo de teste não é autorizado no país por causa de uma resolução da Anvisa de 2015.

Segundo a nota do Ministério da Saúde, a autotestagem é uma estratégia adicional para prevenir e interromper a cadeia de transmissão da Covid-19, juntamente com a vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento social.

Autoteste contra Covid-19 utilizado no Reino Unido - Toby Melville/Reuters

Um resultado de autoteste positivo significa que o teste detectou o vírus e é muito provável que o indivíduo tenha a infecção, proporcionando rápido isolamento e reforço de medidas de prevenção.

Os autotestes podem ser realizados em casa ou em qualquer lugar, são fáceis de usar e produzem resultados rápidos. Eles podem ser utilizados caso os indivíduos apresentem sintomas de Covid-19 ou tenham sido expostos ao vírus Sars-CoV-2.

A pasta diz ainda que o autoteste ajudaria a não sobrecarregar serviços de saúde, que já estão muito além do limite de sua capacidade de atendimento.

No entanto, a pasta esclareceu que já possui uma política de testagem. O autoteste deverá ser utilizado de forma complementar, como estratégia de triagem.

A Anvisa disse, em nota, que até o momento não registrou no sistema o recebimento da nota técnica do Ministério da Saúde.

Como a Folha mostrou, o presidente-executivo da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial), Carlos Gouvêa estima que a indústria instalada no Brasil tem capacidade de produzir até 10 milhões de autotestes de Covid por mês.

Ainda na estimativa da entidade, que afirma representar 70% do mercado de produtos de diagnóstico, o produto deve ser mais barato que exames de antígeno, hoje fornecidos em farmácias e laboratórios.

Entidades científicas cobraram nesta terça (11) uma política de testagem mais ampla e a permissão do exame em casa. A procura pelos testes disparou com o avanço da contaminação na virada do ano.

Em nota divulgada nesta quarta (12), a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) alertou para risco de falta insumos necessários nos exames da Covid-19. A entidade recomendou priorização de exames a pacientes "segundo uma escala de gravidade".

A testagem no Brasil está centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos. A Anvisa aguarda que o ministério proponha uma política pública para, então, regulamentar o autoteste.

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