Cartola há 29 anos diz tentar vaga para modernizar comitê

João Tomasini Schwertner cumpre seu último mandato na confederação de canoagem

João Tomasini Schwertner tentará uma das vagas no novo Conselho de Administração do COB
João Tomasini Schwertner tentará uma das vagas no novo Conselho de Administração do COB - Divulgação - 9.mai.2012/Confederação Brasileira de Canoagem
Marcelo Laguna
São Paulo

Dirigente que há mais tempo comanda uma confederação olímpica brasileira, João Tomasini Schwertner vê a aposentadoria no esporte como uma realidade distante.

Ocupando desde 1989 a presidência da CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem), Schwertner decidiu se candidatar para uma das vagas ao Conselho de Administração do Comitê Olímpico do Brasil. 

Por ironia, Schwertner não poderá votar nele mesmo. Ele se encontra em Tóquio, participando de uma reunião da Federação Internacional de Canoagem (a CBCa terá um representante legal na eleição).

“Decidi concorrer ao conselho por achar que posso contribuir com meu conhecimento no processo de reforma e modernização do COB”, afirmou Schwertner, em entrevista por email à Folha.

Ele entende que o longo tempo de mandato pode ser um ponto positivo para sua candidatura. “Conheço bem a estrutura e o funcionamento da estrutura do COB”, afirmou.

O dirigente não poderá seguir na presidência da CBCa devido a uma mudança da Lei Pelé, aprovada em 2014, que limita a apenas uma reeleição o mandato de dirigentes de entidades que recebem recursos públicos.

Ele não concorda que várias reeleições atrapalhem os processos de modernização na gestão.

“Estar há vários anos no comando de uma entidade não significa ser conservador ou antidemocrático”, afirmou.

Sem campanha

Outro dirigente importante no cenário olímpico, José Antonio Martins Fernandes, que preside a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) admite que não fez campanha para concorrer a uma das oito vagas no Conselho de Administração.

"Já participo normalmente das reuniões mensais que o COB faz com os presidentes de confederações. Como integrei a comissão que redigiu o novo estatuto, os colegas entenderam que fiz um bom trabalho e acabaram lançando o meu nome", disse Fernandes.

Ele, contudo, ainda não sabe exatamente como será o funcionamento deste novo conselho na prática.

"Tudo está um pouco indefinido, como serão as regras, o que iremos definir nas reuniões. Será um grupo que poderá auxiliar a presidência no COB na tomada de decisões, embora no dia a dia a coisa fique mais nas mãos do presidente", afirmou.

Comandante da CBAt desde 2013, Fernandes diz que não pretende prolongar por muito mais tempo sua carreira de dirigente. Seu mandato vai até 2020, após a Olimpíada de Tóquio.

"Venho da iniciativa privada, já fui dono de equipe, presidente da federação paulista e da confederação de atletismo. Acho que já dei minha contribuição. Preciso cuidar da minha vida", explicou o dirigente.

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