Descrição de chapéu Copa do Mundo

Causos da Copa: Xeque prometeu Rolls-Royce por gol em Copa de 1990

Atacante foi recebido como herói na volta aos Emirados Árabes; veja animação

Trecho de animação sobre causo da Copa de 1990
Trecho de animação sobre causo da Copa de 1990 - Vapor 324/Folhapress
Moscou

Os jogadores dos Emirados Árabes sabiam que derrotar a Alemanha em 1990 era missão impossível mesmo em um esporte de imponderáveis como o futebol.

Mas fazer um gol até que poderia acontecer. A recompensa seria considerável. 

O xeque Hamdan bin Rashid Al Maktoum, presidente da federação local, havia prometido um automóvel Rolls-Royce novinho em folha para quem marcasse contra a seleção que semanas depois seria campeã do mundo.

Os alemães já venciam por 2 a 0 e os árabes nem sequer conseguiam se aproximar da área adversária quando o lateral Yousuf Hussain resolveu arriscar um lançamento longo da direita para a esquerda. 

A bola saiu quase do meio-campo e atravessou o gramado. Ele tentava encontrar o atacante Khalid Ismail Mubarak, principal jogador do país.

O passe não foi bom e teve a direção do lateral Thomas Berthold. A bola quicou na frente do defensor e o encobriu. Mubarak dominou dentro da área pela esquerda e chutou forte, rasteiro e cruzado.

O atacante foi recebido como herói na volta aos Emirados Árabes. Sua chuteira foi leiloada para caridade e arrecadou cerca de R$ 270 mil. 

“Só faltou o Rolls-Royce. Nunca o recebi”, diz o ex-jogador, que hoje em dia é um dos encarregados pelo departamento de combate ao fogo nos aeroportos de Dubai.

Ninguém teve coragem de cobrar a promessa do xeque em uma monarquia absolutista como é os Emirados Árabes.

Um modelo 2018 da montadora britânica custa R$ 990 mil. Os jogadores que foram para a Copa pelo país eram amadores.

Recebiam por mês cerca de R$ 1.500. O automóvel, considerado o valor atual, representaria 55 anos de salários para Mubarak. 

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