Descrição de chapéu Copa do Mundo

Bélgica vira em cima do Japão e pegará o Brasil nas quartas da Copa

Europeus bateram asiáticos por 3 a 2, após adversários abrirem 2 a 0 no placar

Kevin De Bruyne, da Bélgica, consola jogador japonês após o jogo
Kevin De Bruyne, da Bélgica, consola jogador japonês após o jogo - Petr David Josek/Associated Press
Eduardo Geraque
Rostov

Primeira virada das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, a vitória por 3 a 2 da Bélgica sobre o Japão, que coloca os europeus no caminho do Brasil nas quartas, passou pelas mudanças feitas no segundo tempo do jogo.

Aos 20 minutos, quando o placar estava 2 a 0 para a seleção japonesa, Fellaini e Chadli entraram ao mesmo tempo, para tentar mudar a forma de o time jogar.

Ambos tiveram participação decisiva na vitória, a primeira durante os 90 minutos da seleção belga em uma partida eliminatória de Copa do Mundo.

Depois de cabeçada improvável do zagueiro Vertonghen que o goleiro aceitou, Fellaini empatou. Mas coube a Chadli, após um corta-luz de Lukaku, fazer o terceiro gol da Bélgica no último lance da partida, um contra-ataque fulminante.

"Mostramos também que temos banco", afirmou Meunier, um dos alas do time belga, que muito provavelmente terá que marcar Neymar, seu colega de Paris Saint-Germain, no confronto de sexta (6), na Arena Kazan. Segundo ele, "Neymar é o melhor jogador que já viu atuar".

"Está 1 a 1, na verdade, entre eu e ele", brincou também o ala. Quando Neymar ainda jogava pelo Barcelona, ambos enfrentaram-se pela Liga dos Campeões em 2017.

Os espanhóis, após perderem por 4 a 0 o primeiro jogo, reverteram o placar na segunda partida, ao vencerem o time francês por 6 a 1.

"O Brasil não é apenas Neymar. É todo um time", disse o belga do PSG, que também se lembrou de outros colegas de time que terá de enfrentar. 

"Vou jogar agora não apenas contra Neymar mas contra Thiago Silva também." Além deles, o zagueiro Marquinhos, reserva da seleção, integra o elenco do PSG.

Para o meio-campo belga Alex Witsel, a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia mostrou como a equipe está unida no objetivo de ficar pelo menos entre as quatro primeiras colocadas e repetir a façanha de 1986. 

"Quem fez a diferença hoje foi todo o grupo", afirmou.

Sobre o Brasil, o meio-campista foi direto. "É o favorito a ganhar o torneio. Fez mais uma boa partida contra o México", disse o jogador, que depois de passar pelo futebol russo atua agora na China.

Witsel também elogiou, em bom português, que ele aprendeu na época em que atuou no Benfica, as mudanças feitas pelo técnico espanhol Roberto Martínez. E rechaçou a tese de que o esquema 3-4-3 usado pelo espanhol desde que chegou à seleção, em agosto de 2016, deixe ele e Kevin De Bruyne muito desprotegidos.

"Não é porque vamos jogar com o Brasil que temos de mudar tudo [o esquema de jogo] que estamos fazendo. O jogo foi difícil hoje contra o Japão e será mais ainda contra o Brasil", afirmou.

Apesar de a seleção belga ter feito uma boa primeira fase e ter sido o ataque mais positivo, com nove gols, a discussão sobre o time sempre recai na aposta em três zagueiros.

No primeiro gol do Japão, feito por Haraguchi, o ataque japonês soube muito bem explorar a ponta direita do campo, que estava sem a cobertura dos alas.

Apesar de usar três zagueiros, quando está sendo atacada, a Bélgica recua os dois alas, formando uma linha de cinco na defesa.

"Uma vitória como essa serviu muito para nos dar confiança. Conseguimos mudar a mentalidade, inclusive durante a partida", afirmou Chadli, autor do gol da virada, aos 49 minutos do segundo tempo.

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