Descrição de chapéu Copa Libertadores

Mais atuante no Colo-Colo, Valdivia reencontra Palmeiras após três anos

Na equipe chilena desde 2017, ex-jogador do time alviverde participa de quase 80% dos jogos

O meia chileno Jorge Valdivia, em ação na partida contra o Corinthians, na Arena Itaquera, pelas oitavas de final da Libertadores
O meia chileno Jorge Valdivia, em ação na partida contra o Corinthians, na Arena Itaquera, pelas oitavas de final da Libertadores - Paulo Whitaker - 29.ago.2018/REUTERS
Alberto Nogueira Rafaela Cardoso
São Paulo

No confronto contra o Colo-Colo (CHI), às 21h45 desta quinta (20), pelas quartas de final da Libertadores, o Palmeiras enfrentará um Valdivia bem diferente daquele que deixou o clube em 2015.

Mais participativo, o jogador reencontrou seu futebol no Chile após deixar o clube paulista desacreditado.

Com duas passagens pelo Palmeiras (2006-2008 e 2010-2015), o meia ficou marcado nas suas últimas temporadas vestindo a camisa alviverde pelo grande número de vezes em que desfalcou o time, algo que hoje, aos 34 anos, não se repete com tanta frequência.

Valdivia voltou ao Colo-Colo —equipe que o revelou— no meio do ano passado, após duas temporadas no Al Wahda, dos Emirados Árabes.

Até dezembro, jogou 14 dos 18 jogos da equipe (78% das partidas), marcou dois gols, conduziu o time ao título chileno e foi eleito o melhor jogador da competição.

Na atual temporada, ele manteve a boa fase. Fez um gol atuando em 23 dos 30 jogos do clube —77% das partidas.

No Palmeiras, o jogador nunca conseguiu chegar a porcentagens como essas. Seu melhor número foi de 65% de jogos disputados, obtido em 2006, sua primeira temporada no clube. Em 2015, ano em que se transferiu para o Al Wahda, jogou apenas 10 dos 43 jogos da equipe até agosto, quando foi para os Emirados Árabes.

Sequências de lesões e a contratação de reforços após a Crefisa começar a patrocinar o clube fizeram o atleta perder a relevância de outros tempos. Mas mesmo nas duas temporadas anteriores à saída, o meia já disputava menos da metade dos jogos do time.

Os sete anos de Valdivia na equipe, no entanto, não se resumem apenas à pecha de “chinelinho” (como são chamados os jogadores que atuam pouco por seus clubes) que ganhou de alguns torcedores. Jogos marcantes contra Corinthians e São Paulo, além de títulos, o tornaram ídolo.

O meio-campista é, ao lado do paraguaio Arce, o estrangeiro que mais vestiu a camisa alviverde. Foram 241 apresentações e 41 gols marcados.

O meia chegou ao clube em 2006 e começou a se destacar no ano seguinte, sob o comando do técnico Caio Júnior, morto no acidente com o avião da Chapecoense, em 2016.

Valdivia sempre lembra a importância do treinador em sua adaptação ao futebol brasileiro. Com ele, ganhou a titularidade e fez grandes jogos, como no 3 a 0 sobre o Corinthians, pelo Paulista. As atuações do Mago —como fora apelidado— contra o rival foram cercadas de provocações.

Na campanha que culminou no título paulista de 2008, Valdivia marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no Morumbi, e comemorou imitando um choro de criança, em resposta a uma entrevista do zagueiro rival William.

Técnico do clube naquele ano, Vanderlei Luxemburgo se rende ao talento do meia.

“Ele alia habilidade e técnica. Faz o time jogar, é provocador e não tem medo de ninguém. Se joga perto da área, é perigoso, pois tem facilidade em colocar os companheiros na cara do gol”, conta o treinador, atualmente sem equipe.

Valdivia prepara finalização em jogo pelo Palmeiras contra o Atlético-PR, no Brasileiro de 2014
Valdivia prepara finalização em jogo pelo Palmeiras contra o Atlético-PR, no Brasileiro de 2014 - Ricardo Nogueira - 7.dez.2014/Folhapress

Valdivia foi importante na classificação do Colo-Colo para as quartas da Libertadores. Nos dois jogos contra o Corinthians, deu passes precisos, segurou a bola e cavou faltas.

Não é raro o chileno postar fotos suas com a camisa palmeirense nas redes sociais, além de fazer homenagens ao ex-clube. Antes dos jogos contra o time alvinegro, recebeu pedidos para eliminar o rival.

Ao final do jogo, em Itaquera, o atleta extravasou na comemoração e disse que a vitória tinha um sabor especial.

Essa identificação causa ansiedade tanto na torcida quanto no atleta para o reencontro.

Na última sexta (14), ele afirmou que o jogo com o Palmeiras é o mais importante do Colo-Colo nos último anos.

“Todos sabem o carinho que tenho pelo clube. É um jogo muito especial. Estou ansioso pelo dia. É uma equipe forte, difícil de decifrar e com jogadores em grande fase”, disse. Apesar disso, afirmou que irá comemorar se fizer gol.

A partida marca também o reencontro do jogador com o técnico Luiz Felipe Scolari, com quem conquistou o título da Copa do Brasil de 2012.

Outro velho conhecido dos palmeirenses estará em campo nesta quinta. O atacante paraguaio Lucas Barrios, autor do gol que deu a classificação ao time chileno na derrota por 2 a 1, no Itaquerão.

COLO-COLO
PALMEIRAS
21h45, estádio Monumental (Santiago)
Na TV: Globo (SP), Fox Sports e SporTV

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