Coronavírus faz Fifa propor esticar contratos de atletas em seus clubes

Em documento, entidade também quer liberar clubes de ceder jogadores para seleções

São Paulo

Em documento publicado nesta sexta (3), a Fifa estabeleceu propostas para o futebol mundial durante a pandemia de coronavírus.

A entidade deseja que os clubes não precisam liberar seus jogadores para seleções nas datas Fifa, que o vínculo dos atletas que terminam em 30 de junho deve ser esticado até o fim da temporada atual e que vai aceitar todos os prazos estipulados para o fim dos torneios nacionais e continentais em andamento.

Estádio fechado na Inglaterra, um dos países que interrompeu o futebol em março por causa do coronavírus
Estádio fechado na Inglaterra, um dos países que interrompeu o futebol em março por causa do coronavírus - Lee Smith-20.mar.20/Reuters

No cerne da decisão da Fifa está o desejo de que os campeonatos sejam encerrados dentro de campo, não por decisões administrativas ou cancelamentos. A federação belga, por exemplo, sinalizou o abandono da temporada local e sugeriu que o título ficasse com o Club Brugge, lider da competição no momento da paralisação.

O órgão que comanda o futebol mundial propôs que os contratos que terminam em 30 de junho sejam mantidos enquanto a temporada não acabar. O atleta só estaria livre ou iria para seu novo time após isso.

A ideia, em princípio, vale para calendários como o europeu, em que os jogos acontecem de agosto a maio. Não está claro como vai funcionar para países como o Brasil, que têm torneios de janeiro a dezembro.

A Fifa avisou que não vai se opor a qualquer prazo estabelecido pelas confederações e federações para o fim dos seus torneios, assim como concorda com todos os acertos para reduções salariais de jogadores, desde que mantenham os clubes em boa situação financeira.

Clubes e jogadores poderão recusar convocações de seleções na próxima data Fifa, em junho –isso se o futebol for retomado até lá. Mas a entidade deixou aberta a possibilidade de manter a determinação até julho, a depender da situação mundial quanto à pandemia.

Normalmente, as equipes são obrigadas a cederem seus atletas convocados ou podem sofrer sanções.

As normas da Fifa foram publicadas dias após o presidente Gianni Infantino ter dito que a consequência do coronavírus pode ser a redução no número de torneios oficiais.

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