Descrição de chapéu Tóquio 2020

Membro do COI fala em problemas reais para Olimpíada e cita Brasil

Ligado à organização dos Jogos, australiano se preocupa com diferentes cenários

São Paulo

O australiano John Coates, que chefia o comitê de organização do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos de Tóquio, citou o Brasil ao falar nesta sexta-feira (22) sobre os desafios para a realização do evento em meio à pandemia da Covid-19.

"Estamos diante de problemas reais, porque há atletas que vêm de 206 países", afirmou Coates, também presidente do Comitê Olímpico Australiano, durante entrevista coletiva.

"Ontem, foram 10 mil novos casos no Brasil [segundo o Ministério da Saúde, 18.508]. Pouquíssimos países estão avançados [no combate à doença] como nós [Austrália]."

De acordo com ele, nem mesmo a existência de uma vacina contra o coronavírus pode garantir a realização da Olimpíada.

"Os Jogos só podem ser disputados em 2021, não podemos adiá-los novamente e temos que partir do princípio de que não haverá uma vacina, ou, se houver, em um ano não haverá tempo suficiente para compartilhar pelo mundo todo", disse.

Ele colocou o mês de outubro como determinante para avaliar o cenário do controle do vírus pelo mundo e tomar uma decisão sobre o futuro dos Jogos, que "podem ser muito diferentes de como estamos acostumados".

John Coates em encontro do COI na Suíça
John Coates em encontro do COI na Suíça - Denis Balibouse - 10.jan.20/Reuters

"Colocamos em quarentena a vila olímpica? Todos os atletas quando chegam lá entram em quarentena? Restringimos a presença de espectadores nos locais? Separamos os atletas na zona mista de onde a mídia está?", exemplificou.

Coates se pronunciou um dia após o presidente da entidade, Thomas Bach, alertar que os Jogos de Tóquio serão cancelados se não forem disputados em 2021.

Em 24 de março, o COI anunciou o adiamento da Olimpíada, inicialmente prevista de 24 de julho a 9 de agosto de 2020. As novas datas do evento são de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

Com informações da Reuters e da AFP

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