Descrição de chapéu Copa Libertadores 2020

Santos empata com Boca e decidirá vaga na final da Libertadores na Vila

Clube reclama de pênalti não marcado em Marinho e tem ônibus apedrejado

São Paulo

O Santos ficou no empate em 0 a 0 com o Boca Juniors na noite desta quarta-feira (6), no estádio La Bombonera, em Buenos Aires, e agora terá de vencer na Vila Belmiro para garantir vaga na final da Copa Libertadores sem precisar passar pela emoção dos pênaltis.

O duelo será concluído na próxima quarta (13). Apesar de trazer um resultado satisfatório da Argentina e ter a chance de decidir em seus domínios, o critério de desempate, dos gols marcados fora de casa, liga um alerta na equipe brasileira, já que uma eventual igualdade com gols na Baixada Santista beneficiará os argentinos. Novo placar zerado levará a partida às penalidades.

Quem sair vitorioso do confronto estará classificado para a decisão, no dia 30 de janeiro, no Maracanã –sem público, como tem sido a regra na pandemia do novo coronavírus. O sobrevivente vai encarar o ganhador do embate entre Palmeiras e River Plate.

O time alviverde venceu por 3 a 0 na Argentina e deixou bem encaminhada sua classificação à decisão. O Santos espera também continuar sua caminhada e configurar o que pode ser a terceira final brasileira na história do torneio.

Nesta quarta, os alvinegros não deixaram o estádio insatisfeitos com o placar, mas reclamaram bastante de um pênalti em Marinho. O árbitro chileno Roberto Tobar não viu a infração e também não foi orientado para rever o lance no vídeo.

Sem a sempre intimidante torcida do Boca na Bombonera, o Santos soube controlar muito bem as ações no primeiro tempo. Até o intervalo, os visitantes finalizaram mais (quatro conclusões, contra duas dos anfitriões) e tiveram 56% da posse de bola, de acordo com números da Conmebol.

Houve dificuldade apenas nos minutos iniciais. O habilidoso colombiano Villa criava problemas pelo lado direito da defesa alvinegra e chegou a acertar o travessão, em lance anulado por impedimento. Logo, porém, o ajuste foi feito na marcação.

O zagueiro Luan Peres, do Santos, disputa a bola com o atacante Soldano, do Boca Juniors, no truncado duelo disputado em Buenos Aires - Marcelo Endelli/Reuters

O duelo virou um jogo de meio-campo, com muita disputa na faixa central e nenhuma chance clara. A formação alvinegra levava até maior perigo, já que Soteldo, com liberdade de movimentação, caía pelo lado esquerdo e incomodava o lateral Jara.

Cumprido o papel na primeira metade, os jogadores do Santos permaneceram no gramado em vez de descer para o pequeno vestiário da Bombonera. Pode ter pesado a superstição de Cuca, que já adotou esse artifício em ocasiões anteriores.

Já os atletas do rival desceram e retornaram com novo ânimo. A equipe portenha passou a adotar um comportamento um pouco mais agressivo e logo criou uma chance, em bola tomada no ataque. John defendeu o chute de Salvio.

Cuca, aos 11 minutos, abriu mão de Soteldo e colocou o volante Sandry. Miguel Ángel Russo respondeu com uma alteração ofensiva no meio-campo, trocando o marcador González pelo mais habilidoso Cardona.

Teve efeito mais positivo a mexida do time brasileiro, que voltou a ter o controle das ações no meio de campo. Em uma bola roubada por ali, Marinho entrou na área e foi derrubado por Izquierdoz. Apesar de toda a reclamação, o pênalti não foi marcado.

Ainda na noite desta quarta-feira, o clube publicou em uma de suas redes sociais que a não verificação do lance pelo vídeo causou estranheza e que irá enviar um ofício à Conmebol para "externar sua insatisfação com a atuação do VAR".

Na volta para o hotel onde a equipe santista está hospedada em Buenos Aires, um tijolo foi arremessado em direção às janelas do ônibus da delegação. O Santos lamentou o incidente e postou no Twitter uma foto do vidro estilhaçado. Alguns jogadores também fizeram postagens sobre o fato. Ninguém se feriu.

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