Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
01/01/2005 - 09h33

Apesar das promessas, Serra diminuiu apenas uma secretaria

Publicidade

CAIO JUNQUEIRA
da Folha Online

Apesar das promessas feitas durante a campanha de que iria "enxugar a máquina administrativa da prefeitura", o prefeito eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), assume o cargo hoje com apenas uma secretaria a menos do que Marta Suplicy.

Das 21 secretarias existentes na gestão petista, três foram extintas (Comunicação, Segurança e Abastecimento) e duas criadas (Portadores de Deficiência e Participação e Parceria).

Comunicação foi transformada em uma assessoria especial, Segurança passou a ser uma coordenadoria e Abastecimento foi absorvida pela pasta de Gestão Pública.

O prefeito eleito chegou a voltar atrás da decisão de eliminar uma pasta: Relações Internacionais. No dia 2 de dezembro, ele anunciou que essa secretaria seria extinta e daria lugar a uma coordenadoria. Na última quinta, no entanto, anunciou ter reavaliado a decisão.

A equipe de Serra também planejava fundir as secretarias do Trabalho e da Assistência Social e absorver a Secretaria de Esportes pela da Cultura. Nada disso, porém, foi feito.

Questionado nesta semana sobre a ausência da redução no primeiro escalão, o prefeito eleito afirmou que o "enxugamento" será feito internamente nas secretarias. "Pode fazer a conta: diminuiu uma secretaria. Por outro lado, vamos enxugar as secretarias, elas não vão ter o tamanho que estão tendo."

Mudanças

Serra toma posse hoje com algumas alterações na estrutura da prefeitura, como mudanças nas atribuições das secretarias e criação de novas pastas. A primeira alteração anunciada foi a transferência das funções da Secretaria de Finanças --como o Orçamento-- para a de Planejamento.

A Secretaria de Serviços e Obras foi desmembrada. A parte de obras ficará isolada na secretaria de Infra-Estrutura Urbana. Três diretorias que estão atualmente subordinadas à Secretaria de Serviços e Obras --responsáveis por viadutos, pavimentação e microdrenagem-- passarão para a pasta, que concentrará as principais obras da cidade.

Serviços --responsável pela limpeza urbana--, perderá diretorias, mas ganhará o comando da iluminação pública, hoje com a Infra-Estrutura, concentrando a gestão dos serviços municipais.

Serra reformulou a área de transportes, com a criação do GEM (Grupo Executivo da Mobilidade), que será responsável pela integração e coordenação das ações de trânsito e transporte --uma espécie de elo entre a Secretaria de Transportes, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a SPtrans com grupos que serão formados para elaborar projetos específicos de melhoria no transporte municipal.

Haverá ainda uma coordenadoria específica responsável pela articulação de projetos com o governo estadual, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). Ela será formada, no âmbito municipal, pelos futuros vice-prefeito, Gilberto Kassab, (PFL) e secretário de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, e, na esfera estadual, pelo vice-governador Cláudio Lembo (PFL).

A pasta das Subprefeituras, que será chefiada pelo deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP), terá cinco coordenadorias municipais --uma para cada região da cidade (norte, sul, leste, oeste e centro)-- que ficarão responsáveis pela ligação das subprefeituras dessas áreas com a secretaria e, por conseqüência, com a prefeitura.

Leia mais
  • José Serra toma posse hoje na Prefeitura de São Paulo
  • Indicações políticas impediram Serra de enxugar máquina
  • Em disputa acirrada, Câmara de SP decide hoje seu presidente

    Especial
  • Leia mais no especial Prefeitura de São Paulo
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página