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01/09/2008 - 21h02

Petrobras vai buscar tecnologia de maior rentabilidade para explorar pré-sal, diz diretor

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da Agência Brasil

O diretor da Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, afirmou hoje (1º), em Vitória (ES), que a estatal já tem a tecnologia necessária para explorar o petróleo localizado na área do pré-sal, mas que vai agora em busca de maior rentabilidade para o negócio.

"Não há mais nenhuma barreira tecnológica para que possamos desenvolver a produção na área do pré-sal. O nosso principal desafio agora é reduzir os custos, embora com a tecnologia já disponível o petróleo a ser retirado seja viável economicamente", disse o diretor.

Estrella esclareceu que "é sempre objetivo da companhia" buscar tecnologia novas que maximizem o processo de produção, que "nos permita maior rentabilidade".

Ele confirmou para março do ano que vem o início dos Testes de Longa Duração do Campo de Tupi, o maior descoberto até agora pela companhia e que possui reservas estimadas entre 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), embora só deva obter ganho comercial em cinco ou seis anos.

O executivo da estatal negou ainda que o pré-sal venha a levar a Petrobras a reduzir investimentos em outras áreas petrolíferas. "O pré-sal não vai levar a Petrobras a reduzir investimentos em outras áreas. Estamos dando prosseguimento ao nosso Plano de Investimentos, destinando recursos para a recuperação dos campos maduros, para Urucu. Não há retração de investimentos em áreas em razão do pré-sal", garantiu.

As declarações do diretor de E&P da Petrobras foram dadas na Unidade de Negócios do Espírito Santo, um dia antes da cerimônia que vai marcar a extração do primeiro óleo da camada pré-sal, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo, e que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Estrella estimou também que o grosso do petróleo e do gás natural descoberto no pré-sal esteja mesmo na Bacia de Santos. "São conclusões a que chegamos a partir de interpretações geológicas feitas a partir do mapeamento da área. Esse mapeamento indica que na Bacia de Campos, por exemplo, o sal não está compacto como em Santos, é fragmentado por fendas nas rochas e provavelmente o óleo que estava embaixo dessa camada tenha migrado para mais perto da superfície".

Ele também informou que os mesmos dados de posse da companhia indicam que, provavelmente, as descobertas do pré-sal não se constituem em um único campo, como se cogitou inicialmente.

"As interpretações geológicas são variáveis e essa informação nos leva a crer que os campos são separados uns dos outros. É provável que não venha a se tratar e um grande campo petrolífero sob a espessa camada de sal", disse.

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (272) 02/02/2010 03h22
Sergio Lavinas (272) 02/02/2010 03h22
Cá para nós, a Petrobrás SEMPRE vai dar lucro! A Petrobras transfere todo e qualquer prejuízo para que nós, os pagadores de impostos brasileiros, paguemos.
O barril do petróleo no mercado internacional está custando menos da metade do preço que custava em 2008, mas tanto a gasolina quanto o diesel SUBIRAM de preço na bomba! Não é mesmo?
Explico: A Petrobras tem o monopólio do mercado brasileiro. Temos de comprar dela e somente dela.
Toda a gasolina, o óleo diesel e o alcool combustivel SÃO fornecidos pela Petrobras para todas as outras distribuidoras. Assim, em qualquer posto de gasolina que você for se abastecer, o combustível é proveniente da PETROBRÁS. Não tem concorrencia, por isso, não tem condição de melhoria do combustivel e de redução no custo do mesmo
sem opinião
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Ismar Dias Ferreira (24) 25/01/2010 20h20
Ismar Dias Ferreira (24) 25/01/2010 20h20
Embora o Governo tenha declarado, com estardalhaço, prioridade e urgência p/ os Projetos de Lei relacionados ao pré-sal, por leniência ou incompetência acabou deixando tal urgência ir pro brejo. Realisticamente falando, é pouquíssimo provável q tais projetos venham a ser votados pelo Senado antes das eleições (alguns deles nem tiveram a tramitação concluída na Câmara). Na reabertura dos trabalhos em fevereiro, o Senado encontrará a pauta trancada por diversas MP, as quais têm precedência sobre qualquer Projeto de Lei, ainda q o Governo (re)estabeleça o regime de urgência para a tramitação do pré-sal naquela Casa. Até o final de junho terão q ser votadas no Senado pelo menos 12 MP e dificilmente haverá clima político p/ se negociar a agilização da votação dessas MP, em especial por ser um ano eleitoral, em q se tem dificuldade de manter quórum no Plenário e em q os interesses dos Estados - e eventuais divergências entre eles - ganham maior dimensão no jogo político, levando os Senadores a evitarem matérias polêmicas ou desgastantes. A partir de agosto, o ritmo dos trabalhos se reduz aos chamados "esforços concentrados", qdo também só se votam projetos consensuais. Ou seja: o cenário p/ a tramitação do marco regulatório do pré-sal no Senado em 2010 é dos menos promissores - e não haverá pressão de Governo que consiga mudar esse cenário. Acrescente-se que o Senador Sarney não tem hoje o prestígio e a credibilidade necessários à negociação de qualquer consenso político na Casa. 2 opiniões
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Americo S (23) 25/01/2010 13h45
Americo S (23) 25/01/2010 13h45
Eu acredito que ninguém duvida da capacidade da capacidade da Petrobrás de explorar e extrair petróleo, o que fica em dúvida é se ela irá conseguir administrar tamanha riqueza com tantos sanguessugas dentro e fora dela. sem opinião
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