Novo diretor do Museu da Cidade defende unificar projetos de memória

Arquiteto Marcos Cartum assume rede de casas históricas e diz que falta unidade curatorial a ela

Gustavo Fioratti
São Paulo

O arquiteto Marcos Cartum será nomeado diretor do Museu da Cidade, um dos principais órgãos da Secretaria Municipal de Cultura, responsável pela administração de uma rede de casas históricas, construídas entre os séculos 17 e 20 e distribuídas por várias regiões da cidade.

O arquiteto e urbanista Marcos Cartum
O arquiteto e urbanista Marcos Cartum - Divulgação
Cartum confirmou ter aceitado o convite de Alê Youssef, atual secretário de Cultura, e disse que, entre suas prioridades, está dar mais unidade curatorial aos equipamentos culturais que o Museu da Cidade reúne, entre eles a Oca e o Pavilhão das Culturas, ambos no Parque do Ibirapuera, o Beco do Pinto, a Casa Bandeirante, a Casa Sertanista e Solar da Marquesa de Santos.
 
Quando fala em mais unidade, Cartum diz que primará por projetos dedicados à memória da cidade de São Paulo, em detrimento daqueles que trazem abordagens distintas na produção da arte e da cultura contemporânea, o que, segundo ele, tem sido frequente.

"Acho que falta ao Museu da Cidade um eixo curatorial", criticou. "É preciso haver uma unidade".

Formado arquiteto, urbanista, designer gráfico e ilustrador pela FAU da USP, Cartum é, junto com o escritório Brasil Arquitetura, um dos autores do projeto da Praça das Artes, conjunto interligado ao Theatro Muncipal, no centro de São Paulo.

Ele também trabalhou no Plano Diretor do Parque Ibirapuera e no desenvolvimento de ações de requalificação do Parque, o que inclui a construção do Auditório projetado por Oscar Niemeyer. Também tocou o projeto de restauro do Planetário e da Escola de Astro-Física e participou do projeto de instalação do Museu Afro Brasil.

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