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Paraibano, Epitácio Pessoa enfrentou o começo do fim da Primeira República

Mandato do 1º presidente nordestino foi marcado por revoltas que depois colocariam ponto final no regime oligárquico

São Paulo

"Seu governo deu sobrevida a um paciente enfermo", escreve o jornalista Fernando Figueiredo Mello no livro sobre Epitácio Pessoa, o nono volume da Coleção Folha - A República Brasileira.

O livro sobre o presidente que comandou o país de 1919 a 1922 chega às bancas no próximo domingo, dia 10. 

O "paciente enfermo" a que Mello se refere é a Primeira República, também conhecida como República Velha, que se estendeu de 1889 a 1930. Foi um período da história brasileira em que as elites agrárias, especialmente a paulista e a mineira, prevaleceram no poder. O voto de cabresto era prática corriqueira. 

Primeiro nordestino eleito para a Presidência da República, o paraibano Epitácio Pessoa promoveu avanços, como a fundação da primeira universidade pública do país, a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Presidente Epitácio Pessoa
Presidente Epitácio Pessoa - Reprodução

Sua gestão, no entanto, não ficou marcada pelas realizações, e sim pelos movimentos que enfrentou. 

O principal deles foi a Revolta do Forte de Copacabana, em julho de 1922. Militares —jovens especialmente— se insurgiram contra o governo federal e as oligarquias que o apoiavam. Os cerca de 300 homens que se rebelaram dentro do forte foram duramente reprimidos pelas forças comandadas pelo presidente.

Embora derrotada, a revolta ganhou peso histórico e passou a ser vista como marco inicial do tenentismo, no qual se destacaram militares como Eduardo Gomes, Juarez Távora e Siqueira Campos. 

"A Revolta do Forte de Copacabana simboliza a inauguração do período de rebeliões que acabariam por dar ponto final ao regime oligárquico", escreve Mello no livro sobre Epitácio Pessoa. 

Em 1930, oito anos depois dessa insurreição, a Primeira República teria seu desfecho.

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