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Último 'Star Wars' estreia nesta semana e tenta repetir o carisma do trio de atores dos primeiros longas

'A Ascensão Skywalker' também chega com a missão de amarrar pontas soltas

Cena de 'Star Wars: A Ascensão Skywalker'

Cena de 'Star Wars: A Ascensão Skywalker' Divulgação

São Paulo

Na próxima quinta-feira (19), as questões mais importantes para uma parcela da população da Terra serão respondidas. É a data da grande revelação para os seguidores de “Star Wars”, a saga de ficção científica que virou uma espécie de religião moderna.

Estreia nos cinemas “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, nono e último filme do universo criado por 
George Lucas nos anos 1970. A primeira das três trilogias que compõem a saga revelou ao mundo três astros: Mark Hamill, Carrie Fisher e, principalmente, Harrison Ford.

Agora, com “A Ascensão Skywalker”, jovens atores seguem o mesmo rumo. No Brasil para apresentar o novo filme, os britânicos Daisy Ridley, 27, e John Boyega, 27, e o americano nascido na Guatemala Oscar Isaac, 40, interpretaram pelo terceiro filme seguido um trio de heróis para novas gerações.

Em encontros com a imprensa e com fãs, trataram propagar a muito alardeada “química” entre eles. Os materiais de divulgação da última trilogia, que tem também os filmes “O Despertar da Força” (2015) e “Os Últimos Jedi” (2017), insistem em ressaltar a amizade dos atores fora das telas.

Dando entrevista à Folha, eles parecem os melhores amigos. “Realmente adoramos cada volta aos estúdios para rodar ‘Star Wars’”, diz Boyega. “Os filmes são incríveis e o clima de família no set não é conversa para agradar à imprensa ou aos fãs. Realmente foram meses fantásticos, nunca fui tão feliz nos sets.”

Os atores fazem muitas brincadeiras entre eles, com um interrompendo a resposta de outro. Parece natural, e lembra muito as demonstrações de carinho entre Hamill, Fisher e Ford flagradas em inúmeros registros de bastidores de filmagens ou em eventos públicos.

A nova geração tem sua química. A ponto de um colecionar em casa bonequinhos dos outros. Eles não souberam dizer se entrar numa loja de brinquedos e encontrar bonecos com seu próprio rosto é algo divertido ou assustador.

“Eu faço coleção. Tenho os da Funko e os bobble-head”, afirma Daisy Ridley, referindo-se àquelas estatuetas cabeçudas dos personagens. “Tenho alguns espalhados pela casa. Acho que são bonitinhos”, diz a atriz. “É porque você é bonita. Não digo a mesma coisa dos meus”, interrompe Boyega. “Acho uma coisa muito séria virar um brinquedo”, acrescenta Isaac, em tom grave.

Convidados a falar sobre os primeiros atores da saga, se derramam em elogios aos veteranos. E se emocionam falando de Carrie Fisher, morta em 2016, que ainda irá aparecer como Princesa Leia no novo filme, graças a muitas sobras de cenas que ela rodou e que o diretor J.J. Abrams adaptou para o último roteiro da saga.

Isaac se põe a destacar a importância de Mark Hamill nos longas de 2015 e 2017, reprisando o papel do maior herói de todos, Luke Skywalker. 

O ator, que interpreta o piloto Poe, responde sobre qual seria a melhor estratégia para eles: buscar inspiração nos atores do início da série ou criar seus personagens a partir do zero, sem influências?

“Acho que é um pouco dos dois”, afirma Isaac. “Você não precisa imitar Harrison Ford, mas existe um tom muito particular na maneira como os personagens falam, é algo super-realista, nada natural, como se heróis destemidos tivessem um jeito próprio de falar.”

O trio reconhece que “Star Wars” tomou muito tempo deles. “As filmagens são longas e, falando por mim, há a exigência física da personagem, que obriga você a uma preparação anterior
às gravações, e também tem muito trabalho depois de rodar”, diz a atriz que interpreta Rey, uma guerreira jedi.

Eles refutam o receio de serem rotulados como atores de filmes de ação e fantasia. “Talvez nos ofereçam trabalhos parecidos, mas aí você tem que administrar”, analisa Boyega, que na trama vive um stormtrooper arrependido que se alia aos heróis.

Já Isaac, que começou a rodar a refilmagem de outra saga de sci-fi, “Duna”, só diz ver vantagens nesse sucesso global. “Não vejo essa coisa de ‘ficar preso a um personagem’. Pelo contrário, acho que a visibilidade que ‘Star Wars’ proporciona é fantástica.”

“Sinto que trabalhar em outros tipos de filme tem vantagem em apenas um aspecto, que é não ficar o tempo todo sob sigilo total”, diz Ridley. “Nada poderia vazar para a imprensa ou para os fãs, e isso foi um pouco complicado.”

Para os produtores, a atriz tinha uma espécie de missão ao ser escolhida para o papel da heroína: trazer mais meninas para o culto a “Star Wars”. 

Pela quantidade de garotas vestindo o traje de Rey pelos parques da Disney em Orlando, parece que a missão foi cumprida. “Acho legal, mas eu não me preocupei com isso”, diz. “Quis apenas ser a pessoa certa para o papel.” Boyega a interrompe para mais uma brincadeira. “Bem, eu certamente atraí mais garotas para a saga!”, gaba-se o ator.

Na quinta-feira, chegam as respostas. Quem são os pais de Rey e por que ela é uma jedi? Ela conseguirá fazer o vilão Kylo Ren (Adam Driver) se afastar do lado negro da Força? Luke Skywalker vai morrer? O que acontecerá com Chewbacca? Quem não entender nada a respeito dessas perguntas tem até lá para uma maratona dos oito filmes da saga.

Perguntas sem respostas

Não é a mamãe 
Mesmo depois de Kylo Ren dizer a Rey que ela é filha de pessoas comuns que a abandonaram, muitos não se convenceram de sua verdadeira origem

História para outra hora
Ao mostrar o sabre de luz dos Skywalker a Rey, Maz Kanata não diz como conseguiu a relíquia, levantando dúvidas sobre seu papel na trama

Quem é que manda
Com a nova trilogia, os fãs conheceram um novo e poderoso vilão, Snoke —que foi cortado ao meio por Kylo Ren no último filme, sem explicações sobre quem ele de fato é

O homem invisível
No últimos minutos do oitavo episódio, Luke Skywalker desaparece subitamente: teria ele morrido, se juntado à Força ou outra coisa?

Últimos jedi?
Também no fim do oitavo episódio, um garoto dá a entender que é sensível à Força, mostrando que talvez haja futuro para os jedi

Galáxia colorida
Existe homossexualidade nos filmes de “Star Wars”? Houve quem acreditasse que a resposta viria na forma de um romance entre Finn e Poe, mas não há nada certo

Erramos: o texto foi alterado

Em versão anterior, os desenhos dos personagens Cliegg Lars e Luke Skywalker estavam invertidos. A ilustração foi corrigida. 

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