Descrição de chapéu Cinema

Organizadores do Oscar dizem terem atingido meta de diversidade de membros

Entre os novos integrante estão cinco brasileiros, incluindo Otto Guerra e produtores de 'Democracia em Vertigem'

Lisa Richwine
Los Angeles | Reuters

A organização responsável pela premiação do Oscar anunciou nesta terça-feira (30) que havia convidado 819 novos membros para integrar suas fileiras e que assim já excedeu uma meta estabelecida há quatro anos para diversificar os membros do grupo até 2020.

Entre os novos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estão diversos astros do drama sul-coreano “Parasita”, anunciou o grupo em nota. Em fevereiro, “Parasita” se tornou o primeiro filme de língua estrangeira a vencer o prêmio de melhor filme.

O grupo inclui os atores Jang Hye-Jin, Jo Yeo-Jeong, Lee Jung-Eun e Park So-Dam, além do editor do filme, seu designer de figurino e outros membros da equipe. O diretor do longa, Bong Joon-ho, e o ator Song Kang-ho foram convidados em 2015.

Entre outros novos membros de 68 países estão os atores Awkwafina, Ana de Armas, Cynthia Erivo, Niecy Nash, Florence Pugh e John David Washington, além da diretora e roteirista Lulu Wang.

O número de brasileiros membros da Academia também aumentou —agora, há sete novatos na lista. O grupo é formado pelo cineasta Otto Guerra, de animações como "Até que a Sbórnia nos Separe", pela montadora Cristina Amaral, pelo executivo da Netflix Marcos Waltenberg e pelos documentaristas Julia Bacha e o franco-brasileiro Vincent Carelli, de "Budrus" e "Martírio", respectivamente.

Completam a seleção os produtores Mariana Oliva e Tiago Pavan, de "Democracia em Vertigem", indicado ao Oscar de melhor documentário. A diretora do longa, Petra Costa, já era membro da Academia.

A Academia lançou uma iniciativa para diversificar seus integrantes após enfrentar críticas em 2015 quando o movimento #OscarsSoWhite destacou a falta de atores e atrizes negros indicados para os principais prêmios da indústria do Cinema.

Com a nova lista, 33% dos mais de 9.000 membros da Academia são mulheres, e 19% fazem parte de comunidades raciais ou étnicas que eram sub-representadas, afirmou a organização.

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