Globo quer vender Som Livre, uma das maiores gravadoras do país

Criado para vender trilhas de novela do canal, selo tem alguns dos artistas mais ouvidos do Brasil no catálogo

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São Paulo

A Globo iniciou um processo de venda da Som Livre, uma das maiores gravadoras do Brasil, que pertence à empresa. A informação foi revelada pelo Valor Econômico e confirmada em comunicado.

A decisão faz parte de um processo de transformação da Globo, que está cada vez mais orientada ao modelo D2C (direct to consumer). Segundo o comunicado, a empresa “tem feito uma revisão detalhada do valor estratégico de seus ativos, com foco nos negócios que mais atendem à sua estratégia principal”.

Logo da gravadora Som Livre, da Globo
Logo da gravadora Som Livre, da Globo - Reprodução

“A Som Livre é um negócio extremamente sólido e rentável. Há dez anos, fez uma grande e bem-sucedida mudança em seu modelo de negócios, migrando seus investimentos para a gestão de talentos, e transformou sua marca numa grande potência do seu segmento, com atuação em várias plataformas", diz Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo, no comunicado.

A decisão de vender a Som Livre está relacionada ao processo de unificação das plataformas de mídia da empresa, o Uma Só Globo –de acordo com o plano, TV Globo, Globosat, Globo.com e DGCORP, a Diretoria de Gestão Corporativa, devem ser unidos sob um único CNPJ.

A Som Livre foi criada em 1969 pela Globo com o objetivo de produzir e pôr à venda as trilhas das novelas do canal. Ao longo dos anos, a gravadora também lançou coletâneas e discos originais de nomes como Tim Maia, Rita Lee, Lulu Santos, Barão Vermelho, Cazuza, Luiz Melodia, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Elis Regina, Djavan e Novos Baianos, entre muitos outros.

Atualmente, a Som Livre é a terceira maior gravadora em operação no Brasil, incluindo as multinacionais, Warner e Universal. Estão hoje no catálogo da Som Livre alguns dos artistas mais ouvidos do país, como Wesley Safadão, Zé Neto e Cristiano, Xand Avião, Thiaguinho, Marília Mendonça e Luan Santana, entre outros.

“O Brasil é um mercado onde a música local representa quase 70% do consumo total. A Som Livre, com foco integral na música brasileira, cresceu por mais de dez anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado. Ter chegado à posição de terceira maior gravadora do Brasil apenas com conteúdo brasileiro nos enche de orgulho", diz Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre, também no comunicado.

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