Déficit dos fundos de pensão diminui para R$15,6 bi em 2017, diz Previc

Alguns fundos passaram a cobrar contribuições maiores para cobrir anos de rombos bilionários

Alguns dos maiores fundos fechados do país, incluindo o Petros, dos funcionários da Petrobras, lançaram programas de equacionamento, cobrando contribuições maiores de seus associados, para cobrir anos de rombos bilionários - Juca Varella-22.abr.2004 /Folhapress
São Paulo

O déficit acumulado dos fundos fechados de previdência complementar diminui fortemente em 2017, refletindo a melhora de rentabilidade e o equacionamento feito pelas instituições, informou nesta segunda-feira o órgão que regula o setor, Previc.

Segundo a autarquia, o saldo negativo do setor no final do ano passado era de R$ 15,6 bilhões, valor R$ 36,1 bilhões inferior ao de um ano antes.

"A dinâmica positiva da solvência é resultante da recuperação da atividade econômica e, principalmente, do equacionamento de déficits", afirmou a Previc, em comunicado.

Alguns dos maiores fundos fechados do país, incluindo o Petros, dos funcionários da Petrobras e o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal, lançaram programas de equacionamento, cobrando contribuições maiores de seus associados, para cobrir anos de rombos bilionários, causados entre outros motivos por investimentos fracassados em projetos como o da afretadora de sondas de petróleo Sete Brasil.

Com a redução dos índices de inflação e das taxas de juros em 2017, ativos indexados à taxa de juros pré-fixada e marcados a mercado propiciaram o reconhecimento de resultados positivos.

Além disso, a forte valorização do mercado acionário trouxe resultados positivos para as participações que os fundos têm em empresas listadas na B3.

Os ativos dos fundos fechados de previdência cresceram 5,9% em 2017, para R$ 842 bilhões, segundo a Previc.

Reuters

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