Após anúncio do diesel, papéis da Petrobras recuam 11,3% em Nova York

São Paulo

O anúncio da Petrobras de reduzir o preço do diesel em 10% nas refinarias por um período de 15 dias foi mal recebido pelos investidores, que viram na decisão uma volta da ingerência política na empresa e um risco à gestão autônoma que vigora desde o início da gestão de Pedro Parente.

Os ADRs, recibos de papéis da empresa que são negociados na Bolsa de Valores de Nova York, chegaram a cair 11,32%, para US$ 13,40, no chamado “after market” (período que sucede o horário regular do pregão). O anúncio sobre o diesel foi feito depois do fechamento das Bolsas.

Bolsa de Valores de Nova York - Associated Press

No pregão regular, as ADRs haviam recuado 3,76%, para US$ 15,11.

No Brasil, os papéis da petroleira já haviam sido castigados pelo investidor, temerosos de eventuais consequências na Petrobras da paralisação dos caminhoneiros, que acabaram se confirmando às 19h, com o anúncio da redução dos preços do diesel.

As ações da Petrobras fecharam esta quarta (23) em queda de 5,8% (papéis preferenciais) de e 4,5% (ordinários, com direito a voto), e ajudaram a arrastar o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que recuou 2,3%.

Desde julho, a Petrobras adota política de reajustes diários de preço, do agrado do investidor, que levam em conta as oscilações do dólar e da cotação do petróleo no mercado internacional.

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