Plano para retirar nomes do cadastro negativo sai em breve, diz economista de Ciro Gomes

Em mesmo evento, Persio Arida, da campanha de Alckmin, diz que a medida custaria R$ 60 bilhões

Nelson Marconi, coordenador do programa de Ciro Gomes
Nelson Marconi, coordenador do programa de Ciro Gomes - Divulgação/Fundação Lemann
Flavia Lima
São Paulo

O plano proposto pelo candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) de retirar cerca de 60 milhões de cadastros de inadimplentes, como o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) deve sair em breve, disse nesta sexta-feira (10) Nelson Marconi, coordenador do programa do candidato. 

"Estamos acabando de desenhar o mecanismo e vamos fazer um anúncio formal", disse Marconi, ao comentar o tema mais polêmico do debate entre economistas dos candidatos promovido pela Fundação Lemann e seus ex-bolsistas. 

Segundo Marconi, a ideia é renegociar essas dívidas com o setor bancário e obter um deságio. Ele disse que a dívida média desses inadimplentes está em R$ 1.400, mas não forneceu mais detalhes. 

No mesmo evento, Persio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), qualificou a promessa de "irresponsável" e disse que, segundo suas contas, a medida custaria R$ 60 bilhões ou o equivalente a dois Bolsa Família. Marconi rebateu o valor, mas disse que ainda é preciso avançar nas contas.

João Paulo Capobianco, coordenador do plano de governo de Marina Silva, disse que a população não pode acreditar nesse tipo de promessa. "Não dá para acreditar em solução que vai tirar todo mundo do SPC e nem que vai resolver tudo com armamento", disse. 

Marconi rebateu: "é impressionante que a renegociar dívida de ruralista e de bancos ninguém se opõe, mas quando a gente fala em resolver endividamento das pessoas físicas –e não falamos que vamos endividar o governo para fazer–, tem gente que reclama", disse.

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